23 maio 2020

Dívida que causa novo bloqueio do Sport é a de Mark González, e clube segue com mais processos.

De acordo com o dirigente, basta que o Rubro-negro deixe o pagamento em dia para poder voltar a registrar jogadores no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. Detalhes do processo, no entanto, Drubscky deixa a cargo do departamento jurídico do Leão, que está a frente da questão. Procurado, não houve retorno até a publicação desta reportagem.

Mark González passou pelo Sport em 2016, marcando um gol em 19 partidas, durante uma temporada cheia de lesões  — Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press

Mark González passou pelo Sport em 2016, marcando um gol em 19 partidas, durante uma temporada cheia de lesões — Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press

O processo, que agora tramita no Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem, não é a única preocupação do Rubro-negro em 2020. Uma vez que, em meio a uma série de débitos acumulados pelo clube na esfera jurídica esportiva, corresponde a apenas parte dos casos em que o Sport está sujeito a sanções ligadas ao futebol (como o bloqueio de inscrições).

Neste cenário, a dívida de € 900 mil (cerca de R$ 5,4 milhões) na Fifa, referente à compra de André, adquirido em 2017, consta como prioridade da diretoria. Após tentativas de parcelamento com o Sporting, de Portugal, o Rubro-negro trabalha nos bastidores para solucionar a questão, que pode resultar em punições como o bloqueio de janelas de transferências, além de perda de pontos e rebaixamento em caso de persistência do não pagamento.

Além dos casos da CBMA e Fifa, o Sport responde por outras dívidas na CNRD. Ainda em fevereiro, os valores acumulavam cerca de R$ 13 milhões, envolvendo técnicos e atletas que passaram pelo clube entre 2017 e 2018. Entre eles, estão nomes como Nelsinho Baptista, Agenor, Samuel Xavier, Fellipe Bastos, Marlone e o próprio André, mas cobrando salários.

Na época, o goleiro era a prioridade do clube, de acordo com o vice-presidente jurídico do Leão, Manoel Veloso, uma vez que representava o montante de maior valor, em cerca de R$ 2 milhões. Em todos eles, o Rubro-negro fica sujeito a sanções esportivas. Vale lembrar que, assim como o caso de Mark González na CBMA, os processos correm em sigilo na CNRD.

Entenda o caso Mark González

Condenado pela CNRD ao pagamento de R$ 645.782,74, o Sport fez um requerimento, ainda no ano passado, para quitar o débito de forma parcelada devido à condição financeira do clube, que disputava a Série B. A Câmara acatou, determinando a divisão em 30 parcelas, mas após um pedido de reconsideração imposto por Mark González, reduziu o tempo para seis parcelas, com uma entrada de 30%. Os valores seriam pagos a partir de novembro do ano passado.

O Rubro-negro chegou a pedir uma reconsideração, mas teve a solicitação negada. Em dezembro, portanto, após o primeiro mês em aberto, o clube foi punido. As informações constam no processo ajuizado pelo Sport contra a CBF, na Justiça do Rio de Janeiro, numa tentativa de retirar o bloqueio, no início do ano.

O clube passou mais de 30 dias impedido, antes da CBMA, instância de mediação superior à CNRD e a qual o Sport recorreu, ordenar a suspensão do bloqueio mediante pagamento de parte da dívida. Ali, segundo o vice-presidente Carlos Frederico, o Leão pagou 30% de entrada e as parcelas de dezembro e janeiro, que estavam atrasadas.

Compartilhe esta notícia:
Reinhard Allan Santos