22 maio 2020

Justiça Eleitoral abre ação contra Skaf por suspeita de receber propina de R$ 5 milhões da Odebrecht nas eleições de 2014.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, Skaf teria recebido da construtora R$ 5,1 milhões da Odebrecht em propina e caixa dois.

Para o juiz Marco antonio Martin Vargas, da 1 Zona Eleitoral de São Paulo, há indícios suficientes de materialidade e autoria com relação à falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A denúncia atinge também outras oito pessoas. Em nota, a defesa de Paulo Skaf ressaltou que a aceitação da denúncia é provisória e superficial, mera formalidade procedimental e, mais uma vez, reafirma o caráter infundado da acusação.

Paulo Skaf, candidato do MDB ao governo de São Paulo, é entrevistado pelo G1 e pela CBN no estúdio da Rádio, em São Paulo — Foto: Marcelo Brandt/G1

Paulo Skaf, candidato do MDB ao governo de São Paulo, é entrevistado pelo G1 e pela CBN no estúdio da Rádio, em São Paulo — Foto: Marcelo Brandt/G1

Denúncia

O Ministério Público de São Paulo e a Procuradoria Regional Eleitoral no estado de São Paulo denunciaram em abril deste ano, Skaf, o empresário Marcelo Odebrecht e o publicitário Duda Mendonça pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e de caixa 2.

A investigação, segundo o MP, teve início após informações obtidas pela Força Tarefa da Lava Jato, do Ministério Público Federal, em Curitiba (PR) e em delações premiadas.

Na ocasião, Skaf disse, em nota, que recebeu com perplexidade a denúncia, que é infundada” e que “a investigação sempre esteve em segredo de justiça”. Segundo o empresário, todas as doações recebidas pela campanha em 2014 estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral, que aprovou sua prestação de contas.

Segundo o MP, a campanha no horário eleitoral gratuito de Skaf em 2014 foi dirigida por Duda Mendonça. Outras seis pessoas são investigadas por participarem do caso.

A denúncia integra um conjunto de informações que tramita na Operação Lava Jato perante a 13ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba, contra agentes públicos e privados, especialmente executivos e ex-executivos da Odebrecht, pela prática de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa, dentre outros. As informações também foram obtidas a partir de acordos de delação premiada homologados pelo Supremo Tribunal Federal.

As investigações se iniciaram em 2017 e terminaram neste ano, informou o MP.

“Paulo Skaf reitera que ele nunca pediu e nem autorizou ninguém a pedir qualquer contribuição de campanha que não as regularmente declaradas. Salienta, uma vez mais, a absoluta confiança no Poder Judiciário, o qual restabelecerá a verdade neste caso”, afirmou a defesa do empresário em nota à imprensa.

Compartilhe esta notícia:
Reinhard Allan Santos