Interlocutores do Planalto associaram seu retorno a uma indicação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, e também a uma retomada de poder da ala ideológica, ligada a Olavo de Carvalho.

A avaliação no Palácio do Planalto é de que Bolsonaro anda incomodado com algumas nomeações de Regina Duarte na Cultura. Porém, aliados do presidente afirmam que ele não estaria disposto a arcar com o desgaste da demissão da ex-atriz global neste momento, após as saídas de dois ministros populares do governo.

Entre as insatisfações apontadas por aliados de Bolsonaro com o trabalho de Regina, estão críticas às políticas de audiovisual e também com algumas nomeações consideradas de profissionais ligados à esquerda. A secretária e sua equipe vêm sendo atacados também nas redes sociais por militantes bolsonaristas.

Na semana passada, o presidente reclamou a jornalistas no Palácio da Alvorada da ausência da secretária em Brasília. Questionado, Bolsonaro afirmou que Regina “estava lá, trabalhando pelo internet” e que gostaria que ela estivesse “mais próxima”.

– Infelizmente, a Regina está trabalhando pela internet ali e eu quero que ela esteja mais próxima. Uma excelente pessoa, um bom quadro, é também uma secretaria que era ministério, muita gente de esquerda, pregando ideologia de gênero, essas coisas todas que a sociedade, a massa da população não admite, e ela tem dificuldade nesse sentido – disse Bolsonaro.