26 mar 2020

IES se adaptam com a oferta de aulas remotas para não comprometer conteúdos e cumprir carga horária estabelecida pelo MEC.

O avanço do coronavírus tem mudado toda uma rotina de vida e nas escolas e universidades não tem sido diferente. Com o fechamento das instituições de ensino, professores e alunos tem que encontrar novos formatos de lecionar e aprender para superar essa fase atípica que estão vivenciando. O grande desafio está em rever as metodologias de ensino para se adaptar a nova realidade momentânea.

Atenta as orientações estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC) de que as IES precisam cumprir os 100 dias de aulas letivas no semestre, a Faculdade de Olinda – Focca, que suspendeu as aulas desde o último dia 18, está disponibilizando os conteúdos das disciplinas de maneira remota amparada através das tecnologias disponíveis e com os docentes à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário.

É importante deixar claro que a Focca não está praticando o método de Educação à Distância (EAD), mas sim, oferecendo um modelo pedagógico presencial com aulas remotas para que não haja prejuízo ao programa das disciplinas. A diretora-presidente da Faculdade de Olinda – Focca, Antonieta Chiappetta, diz que foi uma forma encontrada para atender as normas exigidas pela legislação e não prejudicar os alunos nesse período de isolamento social.

A educadora aproveita para esclarecer um ponto importante que tem sido questionado por alguns alunos quanto ao cumprimento do pagamento das mensalidades nesse período de quarentena. De acordo com ela, existe um contrato de prestação de serviços estabelecido no ato da matrícula que rege que o aluno está contratando uma carga horária semestral equivalente aos 100 dias letivos e que, estes, tem a opção de serem pagos a vista ou em parcelas, a depender da negociação que ambos fizeram no momento da contratação.

Para tanto, aponta Chiappetta, a quitação do contrato precisa ser cumprida da maneira como foi acordada, visto que a prestação do serviço está sendo adaptada e ofertada e requer investimentos por parte da instituição para ser realizada integralmente sem o prejuízo dos conteúdos. “Temos toda uma infraestrutura com custos fixos que é preciso ser mantida. Por isso é importante mantermos a nossa receita em dia”, explica Antonieta, lembrando que a Focca está sensível ao momento de crise mundial, onde muitos cidadãos passarão por dificuldades financeiras e por isso estará aberta ao diálogo para solucionar a situação da melhor forma possível. E acrescenta que os casos excepcionais serão tratados de forma particular.

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Reinhard Allan Santos