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Conforme a coluna mostrou ontem, Eike contou ter atendido a um pedido de Sergio Cabral.

O ex-governador já havia tratado do assunto num depoimento a Marcelo Bretas em abril de 2019. Os depoimentos de Cabral e de Eike se assemelham.

A eleição de 2008 foi decidida no segundo turno, entre Eduardo Paes, na época no PMDB, e o jornalista Fernando Gabeira, ainda filiado ao PV.

Crivella ficou em terceiro lugar e não passou ao segundo turno. Entretanto, seu apoio foi importante para Paes: teve 19% dos votos válidos — 625 mil.

Procurado, Eduardo Paes reagiu com indignação:

“Tem que perguntar a Eike, Cabral e Crivella. O Crivella nunca me pediu nada. Agora, fica muito fácil um sujeito (Eike) repetir o que o outro (Cabral) já falou. Crivella nunca teve esse tipo de conversa comigo. Aliás, se combinaram (Cabral, Eike e Crivella) essa condição para o apoio, eu não participei”.

Paes criticou o fato de delações envolvendo seu nome surgirem em ano eleitoral.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Crivella também negou o fato:

“É uma mentira. Isso não existiu de forma alguma”.

Crivella afirmou ser a favor das investigações, mas defendeu a punição a “todo aquele que não provar suas declarações”.

Segundo o prefeito, na eleição de 2008, ele doou R$ 20 milhões ao projeto Fazenda Canaã, na Bahia.

O projeto foi fundado por ele e hoje é controlado pelo Instituto Ressoar, da TV Record, de propriedade do bispo Edir Macedo, tio de Crivella.