—  Hoje estamos um passo mais perto de restaurar a honra e a dignidade na Casa Branca — afirmou. — Nossa própria democracia está em jogo. Tudo que fez os EUA serem os EUA está em jogo. Vencer significa unir os EUA, ter um presidente que sabe não apenas lutar, mas também curar.

As  vitórias nas últimas duas terça-feiras, salvo grandes surpresas, praticamente põem as mãos de Biden na vaga democrata, revertendo a decepção que seguiu seus fraquíssimos resultados nas primárias de Iowa, New Hampshire e Nevada.

As próximas primárias no calendário do partido favorecem Biden: entre os quatro estados que vão às urnas na semana que vem está a Flórida e seus 219 delegados, estado mais importante até abril. Lá, o grande apelo de Biden entre os eleitores centristas e mais velhos, associado às dificuldades de Sanders com os descendentes de cubanos, pode ser um golpe fatal para o senador.

Na semana seguinte, será a vez da Geórgia e sua grande população negra — outro cenário negativo para o senador. Se, em 2016, Sanders conseguiu impulso sobre Hillary Clinton com uma série de vitórias em caucus, formato no qual vinha se dando bem, o calendário deste ano tem mais primárias tradicionais, algo que deverá prejudicá-lo ainda mais. Cada vez mais, a vitória de Biden, algo que parecia impossível há apenas um mês, passa a ser vista como inevitável.