21 fev 2020

Em meio a motim de PMs, Ceará tem 29 homicídios em 24 horas; média diária é de 6.

O envio de tropas do Exército ocorre por meio da implementação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Conforme o Ministério da Defesa, a aplicação da Garantia da Lei e da Ordem ocorre “nos casos em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública” e em “graves situações de perturbação da ordem”. Nesses casos, é concedido a militares das Forças Armadas o “poder de polícia até o restabelecimento da normalidade”.

Resumo:

Em 5 de dezembro, policiais e bombeiros militares organizaram um ato reivindicando melhoria salarial. Por lei, policiais militares são proibidos de fazer greve.

Em 31 de janeiro, o governo anunciou um pacote de reajuste para soldados.

Em 6 de fevereiro, data em que a proposta seria levada à Assembleia Legislativa do estado, policiais e bombeiros promoveram uma manifestação pedindo aumento superior ao sugerido.

Em 13 de fevereiro, o governo elevou a proposta de reajuste e anunciou acordo com os agentes de segurança. Um grupo dissidente, no entanto, ficou insatisfeito com o pacote oferecido.

Em 14 de fevereiro, o Ministério Público do Ceará (MPCE) recomendou ao comando da Polícia Militar do Ceará que impedisse agentes de promover manifestações.

Em 17 de fevereiro, a Justiça manteve a decisão sobre possibilidade de prisão de policiais em caso de manifestações.

Em 18 de fevereiro, três policiais foram presos em Fortaleza por cercar um veículo da PM e esvaziar os pneus. À noite, homens murcharam pneus de veículos de um batalhão na Região Metropolitana.

Em 19 de fevereiro, batalhões da Polícia Militar do Ceará foram atacados. O senador Cid Gomes foi baleado em um protesto de policiais amotinados.

Em 20 de fevereiro o Governo Federal autorizou o uso das Forças Armadas no Ceará em uma aplicação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

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Reinhard Allan Santos