11 fev 2020

O Assunto #120: A morte do chefe da milícia, o Escritório do Crime, a rachadinha e as perguntas que ficam sem respostas.

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Uma ação conjunta de equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Litoral Norte e da Superintendência de Inteligência (SI) da SSP-BA, na cidade baiana de Esplanada, matou Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, apontado como o chefe do Escritório do Crime.

Pouco antes de morrer, Capitão Adriano dissera a seu advogado que temia ser alvo de uma “queima de arquivo” e que, por isso, não se entregaria. Pouco mais de um ano atrás, o miliciano fugiu após ser alvo da operação Intocáveis, que investiga a ação de grupos do crime organizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Além das relações com a milícia, Adriano da Nóbrega está ainda envolvido na suspeita do crime de rachadinha no gabinete do senador Flavio Bolsonaro, quando ele ainda era deputado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – Flavio concedeu a Adriano duas condecorações na Alerj. A polícia investiga as relações mantidas com Fabrício Queiroz e também com Ronnie Lessa, principal suspeito do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Para montar o quebra-cabeça da milícia fluminense e explicar qual a relação dele com o caso Marielle, Renata Lo Prete conversa Leslie Leitão, jornalista da Globo no Rio, e com o sociólogo José Claudio de Souza Alves, que estuda o tema há mais de duas décadas.

O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Luiz Felipe Silva, Isabel Seta, Thiago Kaczuroski, Sérgio Fernandes e Giovanni Reginato. Apresentação: Renata Lo Prete.

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Reinhard Allan Santos