7 fev 2020

Lula afasta aliados, ouve críticas até no PT e ameaça a união da esquerda.

Lula afasta aliados, ouve críticas até no PT e ameaça a união da esquerda

Autor: Adriano Roberto

Desde a última visita do ex-presidente Lula ao Recife, deu para perceber que uma certa distância foi guardada, em relação a família Campos. Lula, pela primeira vez, não visitou a viúva de Eduardo Campos – Renata e a atenção liberada pelo petista à deputada Marília Arraes foi bem mais calorosa do que a que deu ao herdeiro do ex-governador Eduardo, João Campos. Neste final de semana a Revista Veja está relatando o mesmo clima dispensado aqui em PE, mas desta vez no cenário nacional. Veja a matéria.

Se Lula for para a cadeia, o país vai pegar fogo.” “Quando Lula for solto, vai incendiar as massas.” Ditas e repetidas por aí, as frases apocalípticas acima não se materializaram. A mobilização em torno da prisão do ex-presidente decepcionou quem aguardava uma revolução. Sua libertação tampouco provocou o barulho esperado.

Depois de amargar 580 dias na carceragem, na volta às ruas, o petista desancou o atual governo, repisou o mantra de que é vítima de um complô das elites e jurou mais uma vez vingança a Sergio Moro, o responsável por sua condenação.

Fora os aplausos da claque dos convertidos, os discursos caíram no vazio. No trabalho de articulação política, Lula agora mais desagrega do que une.

Antigos aliados reclamam da insistência em priorizar interesses pessoais e os do PT como condição para formar uma frente de oposição a Jair Bolsonaro. Até mesmo dentro da sigla começaram a surgir vozes dissonantes, o que era impensável alguns anos atrás.

Resultado: o Lula livre aprisiona hoje a esquerda em uma encruzilhada de difícil solução.

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Reinhard Allan Santos