2 fev 2020

PRF prende grupo que atua na maior milícia do Estado do Rio de Janeiro.

Os três homens presos foram abordados por policiais rodoviários federais do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT), da 1ª Delegacia (Duque de Caxias), na BR-465, a antiga Rio-São Paulo.

Contra o motorista, havia um mandado de prisão por associação criminosa. Ele estava foragido desde fevereiro de 2019, quando foi decretada a sua prisão preventiva junto com mais 42 pessoas da quadrilha.

Ele é suspeito de torturar uma pessoa na Favela do Aço, em Santa Cruz, em 2015. A vítima, que estava prestes a ser executada, foi resgatada por agentes da Delegacia de Repressões às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais durante uma operação no local.

Segundo a polícia, o carro usado pelo trio tinha placas clonadas e registro de roubo. Com eles foram encontradas duas pistolas 9mm e uma .40, todas com a numeração raspada, além de dez carregadores, munições, rádio transmissor, capa tática com colete balístico, cintos de guarnição, uniformes camuflados, coturno, touca ninja, seis celulares e R$ 23 mil em dinheiro.

O caso foi encaminhado para a 52ª DP (Nova Iguaçu) e os presos foram levados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte.

Bonde do Ecko

A milícia Bonde do Ecko atua explorando o controle de postos de combustíveis, transporte irregular, sinais clandestinos de internet e TV a cabo, venda de botijões de gás e até a extração de saibro.

Disque Denúncia oferece recompensa por informações que levem à prisão de Ecko — Foto: Divulgação

Disque Denúncia oferece recompensa por informações que levem à prisão de Ecko — Foto: Divulgação

Inicialmente chamado de Liga da Justiça, o grupo começou atuando nos bairros de Campo Grande, Santa Cruz, Cosmos, Inhoaíba e Paciência, na Zona Oeste, mas expandiu seus domínios para municípios da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana.

A quadrilha chegou ao seu auge em 2007, com assassinatos e controle econômico da região.

Com os principais integrantes presos em operações, a configuração da milícia mudou. O bando passou a ser conhecido como Bonde do Ecko, em referência ao atual líder.

Compartilhe esta notícia:
Reinhard Allan Santos