22 jan 2020

S&P reduz nota da dívida argentina em moeda local para ‘calote seletivo’.

Apesar de o acordo ser voluntário, “se mantém a incerteza sobre os planos envolvendo obrigações similares em pesos que vencem nos próximos meses”, declarou a agência.

S&P informou que mantém em perspectiva negativa a dívida soberana de longo prazo em moeda estrangeira da Argentina enquanto Buenos Aires dialoga com os detentores de bônus e credores para reformular os pagamentos.

Notas das agências internacionais de classificação de risco — Foto: Arte G1

Notas das agências internacionais de classificação de risco — Foto: Arte G1

“O ministro das Finanças, Martín Guzmán, informou que em breve iniciará discussões com detentores de bônus, em Nova York, e esperamos que o governo avance com um plano de reestruturação de sua dívida de longo prazo em moeda estrangeira. Mas o tempo e as condições não estão claros”, destacou a agência.

Governo envia ao Congresso projeto para reestruturar dívida

O governo do presidente Alberto Fernández enviou nesta terça-feira (21) um projeto de lei ao Congresso visando reestruturar a dívida pública, e pediu “tempo” e “boa fé” a seus credores, entre eles o Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Temos uma carga da dívida que é insustentável”, declarou o ministro da Economia, Martín Guzmán, que enfrenta uma recessão e inflação anual superior a 50%.

O projeto autoriza o Executivo a “efetuar operações de administração de passivos, trocas (de bônus), reestruturações de vencimentos dos juros e amortizações de capital dos títulos públicos emitidos sob lei estrangeira”.

O ministro Guzmán destacou que o projeto busca “que o país melhore ao menos duas das três seguintes condições: prazos, taxas de juros e montante do capital”.

Em recessão desde 2018 e com inflação anual superior a 50%, a Argentina enfrenta uma dívida de 335 bilhões de dólares, incluindo 44 bi junto ao FMI.

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Reinhard Allan Santos