7 jan 2020

Funeral de general iraniano reúne milhares em sua cidade natal; tumulto deixa mortos.

O Parlamento do Irã aprovou por unanimidade nesta terça uma moção que declara todas as forças americanas e o Pentágono como “terroristas”. Após a votação, os delegados cantaram “Morte à América”, de acordo com a agência de notícias estatal iraniana Irna.

Na mesma sessão, o parlamento também aprovou um orçamento ampliado para a Força Quds, que Soleimani chefiou.

Ataque e a escalada da tensão

Multidão acompanha nesta terça-feira (7) o cortejo com os corpos do general Qassem Soleimani e de vítimas de ataque americano  — Foto: Mehdi Bolourian / Fars Agência de Notícias / WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via Reuters

Multidão acompanha nesta terça-feira (7) o cortejo com os corpos do general Qassem Soleimani e de vítimas de ataque americano — Foto: Mehdi Bolourian / Fars Agência de Notícias / WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via Reuters

O general Qassem Soleimani e sua comitiva foram alvos de um ataque com drones perto do aeroporto de Bagdá, no Iraque, na quinta-feira (2).

Soleimani, de 62 anos, comandava a Força Quds, uma unidade de elite da Guarda Revolucionária Iraniana com atuação no exterior e era considerado o segundo homem mais poderoso do Irã, abaixo apenas do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

Os Estados Unidos, que classificam Quds como uma força terrorista, acusaram Soleimani de estar “ativamente desenvolvendo planos para atacar diplomatas americanos e membros do serviço no Iraque e em toda a região”.

O general era apontado como o cérebro por trás da estratégia militar e geopolítica do país.

O Irã prometeu se vingar da morte de Souleimani e, em resposta, Trump disse que atacará 52 alvos iranianos caso os norte-americanos sejam alvo de alguma ação iraniana.

O Irã anunciou que seu trabalho de enriquecimento de urânio não respeitará mais o acordo nuclear de 2015, que limitava o nível de enriquecimento a 3,6%, e que sua produção não terá mais restrições.

Tensão elevada entre EUA e Irã — Foto: Amanda Paes/G1
Tensão elevada entre EUA e Irã — Foto: Amanda Paes/G1
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Reinhard Allan Santos