7 jan 2020

“Estou indignada com meu neto”, desabafa Ana.

Reproduzimos na íntegra a matéria postada no Blog do Magno Martins e daqui fazemos a pergunta que não foi feita e que teima em não calar: Ministra o que a senhora teria a dizer sobre a afirmação, por parte do seu filho Antônio Campos, de que o seu neto cresceu nutrindo-se na mamadeira da Petrobras? Se essa afirmação é verdadeira, o seu outro filho, o já falecido ex-governador Eduardo Campos, mantenedor e provedor de João Campos, era o quê? Ordenhador? Pelo tom de Antônio e em utilizando-se um claro e bom português, Eduardo era um dos “larápios” que sugaram a estatal. É isso? Antônio Campos está certo atacando alguém que não pode se defender de uma pecha que macula e denigre a sua honra? A senhora como mãe e avó não deveria cobrar educação e postura de todos os envolvidos nessa inacreditável celeuma? Excelência nós já não estamos mais nos tempos do império onde as pessoas se dirigiam às “autoridades” com rapapés e sutilezas carregadas de rancores e hipocrisia, apenas porque a liturgia impunha esse tipo de tratamento para com os seus “superiores”. Nos dias de hoje a população tem a clara percepção de que uma alta autoridade da república nada mais é que um servidor público destacado, encarregado de exercer com brilho, sabedoria e competência o seu trabalho (coisa que o ministro em pauta está longe de ser) e não mais um semideus quase que inatingível. O seu neto errou, porém, por ser jovem e um tanto inexperiente, diria até que imberbe ainda, ele pode aprender e se corrigir, já o seu filho… bem… o seu filho deveria se explicar melhor e esclarecer com clareza e calma a sua incontinência verbal despreparada e despropositada, que jogou lama no legado moral do irmão morto. 

“Eu acho que ele ultrapassou os limites da sua tarefa de deputado, do local onde ele dizia e, sobretudo, do teor que ele disse. Eu fui acostumada a respeitar os meus parentes. Mesmo se a gente não concorda com alguma coisa, a gente fala de outra forma. Foi muito desagradável, foi um sinal de grande má-educação e prepotência”, acrescentou a ministra.

Além de surpresa e indignada, Ana Arraes afirmou que não esperava tal comportamento do neto e que isso lhe entristeceu muito. “Não esperava. O conteúdo do que ele disse é inverídico e é preciso que se saiba que não é verdade. João me entristeceu muito. Inclusive, eu fiquei indignada e revoltada porque não tive nenhuma palavra dele depois disso sobre nada e, até então, estamos sem nos encontrar”, disse.

Na mesma entrevista, Ana Arraes revelou um segredo: está pensando em voltar à política depois que cumprir a missão de presidente do Tribunal de Contas da União, cargo que toma posse no próximo ano. “Quero dar continuidade ao legado do meu pai e do meu filho”, disse, dando a entender que ainda sonha em governar Pernambuco, como o pai Arraes e o filho Eduardo.

A ministra abordou, também pela primeira vez, o sentimento de tristeza pela morte do filho Eduardo. Revelou que sua pressão subiu para 28×12 no dia que recebeu a notícia do acidente que tirou a vida do ex-governador, em 13 de agosto de 2014. “Quase morro. Fiquei internada no posto de saúde do TCU”, contou.

Com olhos marejando ao longo de toda a entrevista, a ministra confessou que sofreu o maior abalo da sua vida com a morte do filho. Ressaltou desconfiar de sabotagem e afirmou que, até hoje, passa horas e horas chorando de saudade do filho.

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Reinhard Allan Santos