4 jan 2020

Presidente do Iraque condena ataque dos EUA que matou general do Irã e pede moderação; veja repercussão.

“O martírio é a recompensa por seu trabalho incansável durante todos esses anos (…) se Deus quiser, seu trabalho e seu caminho não irão parar por aí, e uma vingança implacável aguarda os criminosos que encheram suas mãos com seu sangue e o de outros mártires”, disse o aiatolá Khamenei em sua conta no Twitter.

Segundo Khamenei, a morte de Soleimani aumenta a motivação da resistência contra os Estados Unidos e Israel. “Todos os inimigos devem saber que a jihad de resistência continuará com uma motivação dobrada, e uma vitória definitiva aguarda os combatentes na guerra santa”, disse Khamenei em comunicado divulgado pela TV.

Já o presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse que agora o país estará mais determinado a resistir aos EUA e também falou em vingança. “O martírio de Soleimani tornará o Irã mais decisivo para resistir ao expansionismo americano e defender nossos valores islâmicos. Sem dúvida, o Irã e outros países que buscam a liberdade na região se vingarão”, afirmou Rouhani.

Foto mostra veículo em chamas após ataque contra o Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque   — Foto: AI do Primeiro Ministro do Iraque via AP

Foto mostra veículo em chamas após ataque contra o Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque — Foto: AI do Primeiro Ministro do Iraque via AP

O ataque

O bombardeio americano teve como alvo um comboio de veículos dentro do perímetro no Aeroporto Internacional de Bagdá e matou pelo menos sete pessoas, de acordo com fontes das forças de segurança iraquianas. Entre as vítimas, está Abu Mahdi al-Muhandis, chefe das Forças de Mobilização Popular do Iraque, milícia apoiada pelo Irã.

Os dois serão enterrados no sábado. Iraque e Irã decretaram três dias de luto.

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá recomendou a seus cidadãos que deixem o Iraque “imediatamente”.

Local onde general iraniano foi morto em Bagdá, no Iraque — Foto: Juliane Monteiro/ G1

Local onde general iraniano foi morto em Bagdá, no Iraque — Foto: Juliane Monteiro/ G1

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Reinhard Allan Santos