29 dez 2019

Catador de Lindezas.

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Eu venho de lá,

onde o bem é maior.

De onde a maldade seca, não brota.

De onde é sol, mesmo em dia de chuva e a chuva chega como benção.

Lá sempre tem uma asa, um abrigo para proteger do vento e das tempestades.

Eu venho de um lugar

que tem cheiro de mato, água de rio logo ali e passarinho em todas as estações.

Eu venho de um lugar em que se divide o pão,

se divide a dor

e se multiplica o amor.

Eu venho de um lugar onde quem parte

fica para sempre,

porque só deixou boas lembranças.

Eu venho de um lugar onde criança é anjo, jovem é esperança

e os mais velhos são confiança e sabedoria.

Eu venho de um lugar onde irmão é laço de amor e amigo é sempre abraço.

Onde o lar acolhe para sempre, como o coração de mãe.

Eu venho de um lugar que é luz mesmo em noite escura.

Que é paz, fé e carinho. Eu venho de lá e não estou sozinho,

“SOU CATADOR DE LINDEZAS”,

sobrevivo de encantamento,

me alimento do que é bom, do bem.

Procuro bonitezas

e bem-querer,

sobrevivo do que tem clareza e só busco o que aprendi a gostar.

Não esqueço de onde venho e vou sempre querer voltar.

Meu lugar se sustenta do bem que encontro pelo caminho, junto a maços de alfazema e alecrim. Assim, sou como passarinho carregando a bagagem de bondade, catando gravetos de cheiro, para esquentar e sustentar o ninho…

Talvez a vida tenha feito você acreditar que este lugar não existe.

Te digo: tem sim, é fácil encontrar. Silencie, respire, desarme-se, perceba, é pertinho.

Este lugar que pulsa amor é dentro da gente,

é essência,

está em cada um de nós. Basta a gente buscar.

* Texto de Rita Maidana 

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Reinhard Allan Santos