O MP aponta que o dinheiro da “rachadinha” — quando os funcionários são coagidos a devolver parte do salário ao parlamentar — foi lavado na loja de Flávio e em transação de imóveis. Ao todo, os promotores suspeitam que o filho “01” do presidente Jair Bolsonaro tenha injetado recursos ilícitos não declarados no total de R$ 2,27 milhões nesses dois meios.

De acordo com o MP, a loja apresentou uma diferença de R$ 1,63 milhão entre o faturamento auditado pela administração do shopping e o valor efetivamente recebido nas contas bancárias entre 2015 e 2018. Um aspecto inusitado na movimentação financeira da loja de chocolates chamou a atenção dos promotores: apesar de a Páscoa representar o pico de vendas do segmento, este aumento não refletiu nos depósitos em dinheiro na conta da empresa. Os registros indicam inclusive que, em outros meses, as quantias chegaram a ser maiores do que no período da Páscoa.