Os governos de Ceará e Sergipe não divulgaram seu orçamento.

Para Leon Aguiar, diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, os estados só terão um cálculo consolidado de suas despesas no fim do verão, em março.

— Temos uma situação menos tensa, mas não resolvida, porque ainda não sabemos se pode chegar mais óleo. Sem termos esta certeza, ainda manteremos equipes de monitoramento em prontidão, e issa pesa no orçamento — explica. — Agora vem a fase pós-crise, em que os estados também poderão analisar os estragos que vão perdurar, principalmente na área ambiental , como a conservação dos mangues e os resíduos nos rios, além das questões sociais , como o atendimento aos pescadores.

Aguiar avalia que os estados devem comparar sua renda com o setor turístico neste verão com a registrada nos anos anteriores.

— Aí veremos qual foi o impacto do óleo na atividade econômica — ressalta Aguiar, que condena a suposta falta de apoio do governo federal aos estados — Houve uma falha de comunicação, principalmente entre o início da crise, em agosto, até meados de outubro.