4 dez 2019

Governo recomenda que população evite consumir dois tipos de peixes por causa de contaminação por óleo.

As análises foram feitas pelo laboratório da PUC-RJ, a partir de material coletado pela UFRPE, em parceria com as colônias de pescadores e com o IPA.

Resultados das análises feitas em frutos do mar foram apresentados, nesta terça-feira (3), em coletiva concedida no Recife — Foto: Pedro Alves/G1

Resultados das análises feitas em frutos do mar foram apresentados, nesta terça-feira (3), em coletiva concedida no Recife — Foto: Pedro Alves/G1

Karine Magalhães disse, ainda, que deverão ser feitas análises em todas as colônias de pescadores no estado. Ao todo, são 17 no litoral pernambucano.

“Essas espécies são as mais significativas para o estado. Fizemos uma triagem dos pescados mais consumidos e vendidos e, em contato com as comunidades, fomos validando essa listagem”, declarou.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto, o receio quanto à qualidade do pescado pernambucano tem afetado a economia e a vida dos pescadores artesanais. As análises, segundo ele, deverão ser divulgadas semanalmente para tranquilizar a população.

“A gente vive uma situação de instabilidade, mas a população tem deixado de comprar o nosso pescado. Temos condições de afirmar que estamos atestando a segurança do consumo de peixes, moluscos, salvo essas duas exceções”, declarou.

Mais testes

Em 19 de novembro, o governo federal informou que análises encomendadas pelo Ministério da Agricultura mostraram que peixes, lagostas e camarões pescados no Nordeste eram seguros para o consumo, já que apresentam níveis baixos da substância que poderia ser considerada um indicativo de contaminação por petróleo.

Os testes foram feitos a pedido do ministério pelo Laboratório de Estudos Marinhos e Ambientais (LabMAM) da PUC-RJ.

Pescadores cobram respostas sobre liberação de venda de pescados, em audiência na Alepe

Pescadores cobram respostas sobre liberação de venda de pescados, em audiência na Alepe

Protesto

Horas antes de o governo anunciar os resultados das primeiras análises de amostras de frutos do mar, pescadores de diversas colônias no estado participaram de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Centro do Recife.

No encontro, eles cobraram respostas do governo estadual sobre o auxílio para os profissionais que foram afetados pelo derramamento de óleo no litoral e sobre a liberação da pesca e venda de frutos do mar .

Praias atingidas por óleo em Pernambuco estão próprias para banho, diz governo

Praias atingidas por óleo em Pernambuco estão próprias para banho, diz governo

Praias

Em novembro, o governo pernambucano anunciou que 16 praias atingidas pelas manchas de óleo estavam liberadas para o banho. As amostras foram analisadas pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), em parceria com outras instituições.

De acordo com o documento, foram feitos testes para detectar a presença de hidrocarbonetos, componentes do petróleo, e de substâncias como benzeno, tolueno, etilobenzeno e xileno.

O relatório informou que não foram constatados compostos orgânicos encontrados no petróleo e que, em grandes concentrações, podem causar danos à saúde.

Menino em meio ao óleo que se espalhou pelo litoral de Pernambuco — Foto: Marcela Cintra/Arquivo Pessoal

Menino em meio ao óleo que se espalhou pelo litoral de Pernambuco — Foto: Marcela Cintra/Arquivo Pessoal

Óleo em Pernambuco

Durante as ações de limpeza de óleo nas praias de Pernambuco, o governo informou que, entre os dias 17 e 31 de outubro, foram recolhidas 1.561 toneladas de substância no litoral. Ao todo, segundo o governo, foram atingidas 47 praias e oito rios de todo o estado.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 66 pessoas que tiveram contato com o óleo apresentaram problemas de intoxicação.

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Reinhard Allan Santos