Segundo relatos de servidores, a militante, Tamires de Souza, secretária-geral do PSL de Itapeva (SP), provocou a deputada.

Em seguida, o deputado Daniel Silveira — um dos dois deputados que quebraram uma placa com o nome de Marielle Franco — deu as mãos a essa mulher e tentou sair do local.

“Não vai sair, não vai a lugar algum”, disse a deputada, chamando a segurança da Câmara.

Houve bate-boca e tumulto.

Os três foram à Delegacia de Polícia Legislativa da Câmara.

Segundo um servidor, o deputado havia dito que essa mulher era sua assessora, mas os policiais identificaram que ela não trabalha na Casa.

Por segurança, Maria do Rosário e Daniel Silveira ficaram em salas separadas na Polícia Legislativa.

A deputada registrou um boletim de ocorrência contra a militante bolsonarista, e avalia denunciar Silveira à Comissão de Ética da Casa.

Procurado, o gabinete de Silveira afirmou que a “amiga do deputado” foi empurrada pela deputada, que “queria impedir o trânsito dos dois no local da exposição”.

O gabinete de Maria do Rosário afirmou que ela foi agredida verbalmente pela militante bolsonarista.

(Por Eduardo Barretto)