26 out 2019

Em vídeo, ministro da Educação diz que vai ‘caçar um pessoal’ da UFSC que ‘fica fazendo balbúrdia’.

O Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc) emitiu uma nota nesta sexta-feira (25) em que afirma que repudia a atitude do ministro e do deputado que “voltam a atacar a comunidade acadêmica da UFSC com acusações e insinuações que não contribuem para a tranquilidade necessária à recente retomada das atividades normais da instituição, após a paralisação estudantil provocada pelos cortes de verbas”.

Além disso, a Apufsc diz que “estuda medidas jurídicas para fazer frente a tais atos de abuso de poder e para defender os professores que eventualmente sejam atingidos pelos mesmos”. O Sindicato de Trabalhadores em Educação das Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado de Santa Catarina (Sintufsc) afirmou que vai também se manifestar sobre o ocorrido.

G1 entrou em contato com o Ministério da Educação (MEC) e aguarda esclarecimentos sobre a fala do ministro. A UFSC informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

Relatório

Sobre o relatório, deputado declarou que foi na universidade durante a greve dos estudantes e presenciou pichações e palavras de ordem. Disse também que recebeu denúncias de pais e alunos e que montou o documento com estas informações.

Em relação aos tipos de irregularidades listadas no relatório, Lopes citou as barricadas colocadas na entrada do campus de Florianópolis, o cerceamento do direito de ir e vir das pessoas, alunos sendo coagidos por grevistas, barulho de tambores para prejudicar os estudantes que estavam tendo aula e agressões. “A principal acusação seria no sentido de os alunos que fizeram essa greve estarem coagindo outros, impedindo o direito de ir e vir e estudar”, disse o deputado.

Nota de repúdio

Confira abaixo a íntegra da nota da Apufsc.

A Diretoria da Apufsc-Sindical repudia a atitude do deputado estadual Jessé Lopes e do ministro da Educação, Abraham Weintraub que, em vídeo publicado nas redes sociais, voltam a atacar a comunidade acadêmica da UFSC com acusações e insinuações que não contribuem para a tranquilidade necessária à recente retomada das atividades normais da instituição, após a paralisação estudantil provocada pelos cortes de verbas. O parlamentar catarinense tem pautado sua atuação por invasões ao campus para provocar incidentes e a gravação não autorizada de vídeos, grotescamente manipulados, com o fim de comprometer professores, servidores e estudantes. O ministro diz se divertir com a oportunidade de usar instrumentos a seu alcance para participar desta perseguição ideológica. Ambos se comportam como se vivêssemos numa ditadura, agredindo com escárnio a liberdade e a autonomia universitária garantidas na Constituição, e quebrando mais uma vez o decoro dos cargos públicos que ocupam. A Apufsc-Sindical estuda medidas jurídicas para fazer frente a tais atos de abuso de poder e para defender os professores que eventualmente sejam atingidos pelos mesmos.

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Reinhard Allan Santos