17 out 2019

Procon interdita empresa de curso por propaganda enganosa.

Local oferecia emprego, mas cobrava por capacitação

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, através do Procon-PE, interditou na manhã de hoje (17.10), o curso CRH Trainee, que funcionava no 7° andar do Edifício Almare, localizado na Avenida Guararapes, no Centro do Recife. Os consumidores eram abordados com a promessa de emprego, ao chegar no local ficavam sabendo que tinham que participar de um curso, com valores que variavam entre R$ 300 e R$ 1800. As denúncias eram que nem curso, nem emprego aconteciam. A delegacia de Estelionato esteve no local e levou dois representantes do curso para prestarem depoimento e uma vítima que também estava presente, para ser ouvida.

“O Procon era procurado porque o consumidor se sentia lesado, queria cancelar o curso e não conseguia. Notificamos a empresa para algumas audiências, mas eles nunca compareceram. Da última vez que o órgão foi ao local, eles informaram que lá não funcionava mais nenhum curso”, explicou o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico.

Para o secretário isso é um caso típico de estelionato. ” Eles estão praticando a propaganda enganosa, prevista  no artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor. Eles se aproveitam da situação calamitosa de desemprego que as pessoas estão passando para ganhar proveito”, diz. Eurico alerta que antes de se matricular em um curso, o consumidor deve ficar atento nas seguintes situações: ir até o local que o curso é dado;  saber se há frequência de alunos, se tem professores e quem são e não pagar nada por impulso.

A empresa interditada funcionava com três nomes diferentes: CRH Traine, Moraes RH e RVJM Educacao Profissional.

Nos últimos meses mais de 30 reclamações foram abertas no Procon. Mas, lá na empresa foi apurado que desde o ano passado, cerca de 100 cancelamentos foram solicitados. Uma dona de casa, que preferiu não se identificar, estava na sede do curso na hora que fiscalização chegou. Ela tentava cancelar o curso do enteado. “Ele pagou quase R$ 400 e depois desistiu. Mas até pra pedir o cancelamento é preciso pagar uma taxa de R$ 15”.

O órgão de defesa do consumidor orienta que caso algum consumidor tenha sido vítima, faça uma reclamação em uma das unidades.

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Reinhard Allan Santos