6 ago 2019

Limoeiro perde R$ 4 milhões em recursos conveniados.

Prefeitura deixou de atender as cláusulas suspensivas e Caixa cancelou os contratos.

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Com os cofres municipais em colapso, as parcerias com governos federal e estadual tem sido um alívio para os prefeitos pernambucanos. Porém, em Limoeiro, no agreste pernambucano, a realidade parece ser outra. A prefeitura, comandada por João Luis (PSB), perdeu cerca de R$ 4 milhões de reais em convênios com a Caixa. O desmando e falta de gestão não param por aí, mais R$ 33 milhões estão com obras suspensas e atrasadas, passíveis de cancelamento. A denúncia foi feita nesta segunda-feira (05) pelo deputado federal Ricardo Teobaldo, durante audiência na Câmara de Vereadores de Limoeiro.

A presença de Teobaldo na Câmara foi em atendimento ao convite do vereador Zé Higino (PP), visando prestar esclarecimentos sobre os recursos destinados por ele ao município. Na ocasião, Ricardo Teobaldo esclareceu cada centavo que destinou a Limoeiro, seja através de emendas parlamentares ou através de recursos alocados no Orçamento Geral da União.

“Nesse momento é importante que sejamos honestos e transparentes. Destinei a Limoeiro cerca de R$40 milhões. Desse total, cerca de R$ 5 milhões, a Caixa já cancelou os contratos, ou seja, o município perdeu o dinheiro. Outros R$ 33.575.550,00 estão com obras atrasadas ou paralisadas, ou seja, assim como os primeiros, correm risco de serem cancelados. Foram recursos conseguidos por mim com muito esforço para nossa cidade. O mais grave de tudo isso é que esse cancelamento é fruto da omissão do prefeito que não atendeu as exigências da Caixa”, esclareceu Teobaldo.

O parlamentar também levou a Câmara de Vereadores cópias dos ofícios enviados pela Caixa Econômica Federal informando ao governo municipal o cancelamento dos recursos.

“Ninguém pode chegar amanhã e mentir. Dizer que eu não coloquei o dinheiro, dizer que eu estou em Brasília atrapalhando a liberação dos recursos. Eu faço política de forma maiúscula. Está aqui a prova. A Caixa informando ao município que os contratos foram cancelados por não atendimento das cláusulas suspensivas”, frisou.

Com o cancelamento dos contratos com a Caixa, Limoeiro deixa de receber cerca de R$ 5 milhões. Esses recursos foram alocados no orçamento geral da união pelo deputado Ricardo Teobaldo e contemplariam obras de revestimento asfáltico, recapeamento, pavimentação, calçamento, construção de campos de futebol e quadras poliesportivas.

Os outros R$ 33.575.550,00, que estão com cláusulas suspensivas, foram destinados para a construção do Ginásio Municipal, uma ponte e outras obras de calçamento e pavimentação.

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Reinhard Allan Santos