12 jul 2016

Mobilidade em Pernambuco começou em 1951 com Armando Monteiro Filho.

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Armando Filho e esposa Do carmo

Os dados são oficiais e estão no site do Detran/PE que atualiza mensalmente a evolução da frota de veículos em Pernambuco, na Região Metropolitana e no Recife que no mês de maio registrou 2.808.190; 1.290157 e 679.592, respectivamente.
Que todos os institutos que trabalham com a mobilidade em Pernambuco sabe de cor e salteado a quantidade de veículos que circulam por nossas ruas e avenidas.
Só não sabem dar uma solução. Planejamento então, zero. Nenhum ficou pronto até agora. E, não é só em Pernambuco, é no Brasil.
Ah! se os moços soubessem e os velhos pudessem tudo seria diferente. Quem tem essa frase de um autor francês na ponta da língua é o empresário  multimídia Armando Monteiro Filho.
Nascido no dia 11 de setembro de 1925 e casado com Do Carmo em 17de setembro de 1949, Monteiro Filho sempre teve uma verdadeira paixão pelo desafio e pela realização de obras.

Então o seu primeiro desafio foi formar-se engenheiro, depois ser secretário de Viação e Obras do então governador Agamemnon Magalhães no ano de 1951. Veio ai, outro desafio. Dar mobilidade urbana ao Estado. Significava pavimentar 320 quilômetros de rodovias brasileiras em Pernambuco, as denominadas BRs.
Desafio aceito, cadê o dinheiro? -Vá buscar com Getúlio Vargas, pois as vias são de responsabilidade do Brasil, respondeu de pronto o governador.
Cheio de projetos colocados cuidadosamente em uma pasta lá se foi o secretário angariar verbas para dar vida as BR 11 ( hoje 101 sul ); 25 ( atual 232 e de quebra a PE 5 que ligaria Recife a Carpina.
De cara recebeu o apoio e o incentivo do presidente da República para o seu projeto de mobilidade que daria as BRs. Mas, não trouxe dinheiro nenhum.

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Com o filho e senador Armando Neto

No bagagem de retorno, nenhuma decepção. Iria concluir o projeto com as poucas verbas da sua pasta. E assim o fez. Toda a terraplanagem e pavimentação foram feitas em três anos, concluídas em 1954.
Agora, vamos imaginar como era difícil o deslocamento da capital para o interior. Chegar a Gravatá, Caruaru, Salgueiro ou a Serra Talhada, terra de Agamemnon Magalhães a 410 quilômetros do Recife ” era uma coisa infernal ” costuma dizer em suas lembranças o empresário Armando Filho.
Contudo, o governador Agamemnon Magalhães não pode inaugurar as obras do seu genro, pois teve uma morte súbita em agosto de 1952. Mesmo assim seu desejo foi cumprido.
Fica então a lembrança para os atuais gestores que não se pode governar apenas com os olhos voltados para a caixa registradora dos governos. É preciso, vontade, perseverança, destemor e uma boa dose de relacionamento cordial com os seus pares da política sejam adversários ou não.
É isso!

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Henrique Barbosa