11 jul 2016

Olinda precisa de gestão para não sair do mapa.

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“Certa vez um camponês, cansado de trabalhar sol a sol para sustentar a sua família, foi consultar o sábio da aldeia.

– Mestre o que faço para melhorar de vida e ficar rico para sempre? Calmo e sereno, o sábio emendou:
– Durante nossa vida, aparecem uns cavalos selados. Tem vezes que aparece um só. Tem gente que monta e vai embora, tem gente que deixa passar, esperando outro, um melhor, quem sabe outro… E quando vê, perdeu o primeiro. O camponês entendeu o ensinamento e saiu à procura de um cavalo selado”.

Pois é. O cavalo estava selado para a candidatura Izabel Urquiza em Olinda para 2016. Só que um ano antes marcou uma convenção fajuta para ficar com o PMDB e tirar as condições de disputa do único parlamentar da legenda, Ricardo Costa. Se deu mal e teve que sair do partido e abrigar-se no PSDB. Izabel não tira da cabeça que tem que ser prefeita de Olinda, custe o que custar.

Mas, ai, o cavalo não passou. Nem selado e nem sem sela. Ela então perdeu a oportunidade. O PSDB de Olinda não tem as condições que o PMDB teria para lançá-la candidata. O seu principal apoiador, o secretário de Turismo Felipe Carreras não dispõe de tempo e nem vontade para dedicar-se a outra coisa que não seja livrar-se das acusações de agenciar comissões aos artistas pernambucanos, como Cezinha e André Rios, promovidas pela Empetur em shows superfaturados.

Além do mais, não reuniu as condições necessárias não fez coligações e está lá o partido mirradinho, diferentemente dos seus vizinhos do Recife, com Daniel Coelho, e Caruaru, com Raquel Lyra candidaturas com as bênçãos do presidente nacional do partido Aécio Neves.  Outro complicador é a suspensão dos direitos políticos da sua mãe, Jacilda Urquiza, por 10 anos.

O juiz da 21ª Vara Federal de Pernambuco, Francisco de Barros  e Silva, condenou no dia 10/01/2000 a deputada estadual e ex-prefeita de Olinda por duas vezes à  suspensão dos seus direitos políticos, a ressarcir a União em R$ 789 mil e pagar uma multa de  R$ 6  mil. A decisão, em uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal contra ela e o ex-secretário Artur Barbosa Maciel com base em irregularidades na prestação do convênio de R 3 milhões entre o município de Olinda e o governo federal com a chancela da assinatura da prefeita Jacilda Urquiza em 1998.

Ademais, o Brasil está passando por uma fase prá lá de turbulências e a população não está nada satisfeita com tantas acusações de desvios públicos praticados por gestores eleitos e que quando sentam na cadeira de prefeito, governador ou presidente e, mudam radicalmente e postura, ignora o povo e passa a governar com a sua turma que ninguém conhecia quando era candidato. Durante uma das gestões da família Urquiza, os funcionários tiveram que conviver com salários atrasados no natal. Fizeram passeatas, protestos e até um funeral simbólico com direito a cortejo pelas principais ruas do município, velório no salão do Palácio dos Governadoreres, sede da administração municipal e a cremação do corpo em praça pública. Não deu em nada. O presidente do sindicato dos Funcionários dos Servidores de Olinda, Marcos Antônio da silva chegou com a péssima notícia de que a dívida da prefeitura com os funcionários era de R$ 4,8 milhões, referentes a duas folhas de pagamento , novembro e dezembro” Tentamos negociar, mas desde que foi anunciado o resultado do segundo turno e a vencedora não havia sido ela a escolhida ninguém mais conseguiu falar mais com a prefeita”,esbravejou Marcos Antônio.

Parece conto de fadas. Todas as vezes que Olinda foi administrada por um mesmo gestor em dois mandatos, alternados ou não, o Patrimônio Cultural da Humanidade , cresceu feito rabo de cavalo. Para baixo. Jacilda Urquiza (PMDB); Luciana Santos ( PC do B ) e Renildo Calheiros ( PC do B ). Esse último termina agora em dezembro de 2016. Antes terá uma eleição para a escolha do futuro prefeito(a) em dois turnos no mês. Ambas no mês de outubro. E, decisão, mais uma vez será decidida nas urnas

isso!

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Henrique Barbosa