1 jul 2016

Crime sem solução.

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Cena do filme O Poderoso Chefão com Frank à direita

A história se repete, já dizia o filósofo Karl Max. E, infelizmente pode ser repetida aqui no Recife. O empresário e laranja Paulo Cesar Morato pode ter sido a vítima de um suicídio encomendado para salvar sua família e não falar demais.

Quem não se lembra de Frank Pentegalli na trilogia do filme o Poderoso Chefão. Ele, mafioso, queria vender cocaína com a bênção da máfia e não teve a autorização de Michel Corleone ( Al Pacino ). Frank tentou vingar-se. Perdeu a briga e foi obrigado a suicidar-se  sem deixar nenhuma prova de que Michel havia encomendado a sua morte.
E assim foi feito. Há suspeitas de que Morato pretendia falar demais. Saiu de cena.

Se ele foi assassinado ou suicidou-se nunca será descoberto. Não existem provas para incriminar ninguém. De concreto só sabemos que ele estava no motel Tititi e morreu de maneira misteriosa.

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As investigações policiais estão sem rumo. Misteriosamente, a Renegade dirigida por Morato ao entrar no motel encontra-se no pátio da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa, DHPP, no sol e no sereno. E, a cada dia que passa, as impressões digitais vão se perdendo.
A Associação dos  peritos papiloscopistas de Pernambuco repudiaram as ações da Secretaria de Defesa Social por não permitir que nenhum profissional pudesse fazer a análise pericial do local e do corpo da vítima.

Quem faz coro com a insatisfação dos papiloscopistas é a família da vítima que agora afirmam de forma contundente que Morato jamais cometeria suicídio. A Polícia Federal também mantém o silêncio já que as investigações ficaram sob a responsabilidade da Polícia civil de Pernambuco.

A Operação Turbulência investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro, que pode ter financiado a campanha política do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014. Quatro pessoas foram presas – Eduardo Freire Bezerra Leite, Arthur Roberto Lapa Rosal, Apolo Santana Vieira e João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho. O inquérito aponta que Campos e o senador Fernando Bezerra Coelho receberam propina do dono do avião, João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho.

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Henrique Barbosa