9 maio 2016

Quem vai acabar com os alagamentos da Região Metropolitana.

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Rua Antônio de Góis, no Recife

 

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Ruas em Piedade, Jaboatão

Vinte quatro horas de chuvas ininterruptas é o suficiente para acabar com todas as promessas de campanha que os prefeituráveis fazem durante suas andanças por ruas, avenidas, vilas e pontos críticos das cidades da Região Metropolitana do Recife.
Aqui, em 2011, o prefeito Geraldo Julio, PSB, no auge da sua popularidade e doido para ganhar logo no primeiro turno, prometeu acabar com um dos maiores problemas que os recifenses enfrentam: os alagamentos e os desabamentos nos morros. O prefeito chegou a pontuar 32 pontos numa propaganda muito bem feita por sua equipe de campanha.

Pois, nesta segunda-feira parece que todos os pontos foram esquecidos e a agua chegou fácil às ruas. Por exemplo, no cruzamento da avenida Rosa e Silva com a Cônego Barata as águas invadiram as duas pistas e chegaram ao estacionamento da Ferreira Costa. O curioso é que há mais de 15 anos que aquele local alaga. Todo mundo sabe, todo mundo sofre e ninguém resolve.A rua Antônio de Góis, no Pina, é outro ponto que a chuva se instala tranquilamente para o terror dos motoristas e moradores.
Agora, o problema dos alagamentos não é de responsabilidade única da Prefeitura. A população também tem o dever de colaborar não poluindo as galerias e as marginais dos rios do Recife.

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Pe15, em Olinda

Já em Olinda, é um Deus nos Acuda. Nenhum prefeito ou prefeita que assumiu o poder na Marin dos Caetés se preocupou com o alagamento das diversas ruas. A água vem com força e em algumas áreas perigosas correntezas são formadas tamanho é a fúria da chuva que vem lá de cima. Como encontram galerias entupidas e a falta de conservação das rodovias. Não tem outra, é correr e procurar um abrigo para não ser arrastado e encontrar a morte.

E vamos andando por Jaboatão e Camaragibe para não ficar só nesses dois municípios e verificar se a situação muda. Ledo engano, não faltaram ruas alagadas e desmoronamentos dos morros e pontos de risco, felizmente sem vítimas fatais.

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Rio Capibaribe, em Camaragibe

A questão é grave e precisa ser atacada com uma urgência que talvez não dê tempo para os atuais governantes. Se não trataram o problema em três anos e cinco meses, fica difícil acreditar em soluções milagrosas. Vem mais promessas já que a campanha está na porta dos candidatos.

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Henrique Barbosa