4 maio 2016

Se a história se repete como farsa, Dilma Rousseff deve renunciar à Presidência.

imagesW5A8YMZH
Forbes.com

No últimos 60 anos nenhum presidente que deveria ser cassado passou o comando do Brasil para o seu vice. Um suicídio e uma renúncia marcaram a história do Brasil. Ameaçado pelos militares de tirá-lo do poder, Getúlio Vargas  põe fim a sua vida. Já o presidente Fernando Collor de Mello renunciou no dia 29 de dezembro de 1992 momentos antes do Congresso afastá-lo num processo de impeachment que acabou acontecendo.

No ano de 1852 ao acompanhar o golpe de estado que levou Napoleão III ao poder, na França do século 19 o alemão Karl Marx chegou a uma perturbadora conclusão: a história acontece a primeira vez como tragédia e se repete como farsa.
Então, se a história se repetir, a presidente Dilma Rousseff, deverá renunciar até o próximo dia 11 quando o Senado federal votará pelo seu afastamento provisório de 180 dias dando lugar ao seu vice-presidente Michel Temer
Vargas
Na madrugada do dia 24 de agosto, Vargas toma a decisão que mudaria totalmente o rumo de sua trajetória na história do Brasil. Sozinho, em seu quarto, no Palácio do Catete, Vargas toma uma arma e dispara contra o próprio peito.
Sobre o fato, sua filha, Alzira Vargas diz: “Eu saí correndo feito uma doida e me joguei sobre o corpo dele. Ele ainda estava vivo e eu tive a impressão de que esboçava um sorriso”.

Collor
A renuncia de Color foi lida no plenário do Congresso Nacional pelo seu advogado José Moura Neto. Mesmo assim, o Senado continuou o rito.  “Fiquei estupefato [com a decisão do Senado de seguir com o julgamento]”, disse Moura Rocha. Abaixo a carta de renúncia escrita pelo presidente à mão.

carta-de-renuncia-do-entao-presidente-fernando-collor-de-mello-em-1992-1459987515018_300x420

Dilma

Hoje à tarde, num parecer do relator do parecer do impeachment, o senador mineiro Antônio Anastasia num parecer de 126 páginas apresentou o voto pela instauração do processo de impeachment.
Refutou a alegação de golpe dizendo que as “insistentes e irresponsáveis alegações, por parte da denunciada, de que este processo de impeachment configuraria um ‘golpe’. Em primeiro lugar, nunca se viu golpe com direito a ampla defesa, contraditório, com reuniões às claras, transmitidas ao vivo, com direito à fala por membros de todos os matizes políticos, e com procedimento ditado pela Constituição e pelo STF”.
O senador finalizou argumentando que o “impeachment nada mais é do que um instrumento de check and balance entre os Poderes, o qual tem por escopo apurar a responsabilidade do Presidente da República pelo cometimento de crimes de responsabilidade. É um instrumento de horizontal accountability”

Já a presidente  Dilma se diz injustiçada e indignada com o impedimento do seu mandato e diz que sofrerá um golpe. À Folha de São Paulo afirmou nesta semana: “Tenho ânimo, força e coragem suficiente. Não vou me abater. Vou continuar lutando como fiz ao longo de toda a minha vida. Não vão matar em mim a esperança”, disse. “Agora enfrento também um golpe de Estado.”.
O fato é que a presidente Dilma está sozinha defendendo o seu mandato diariamente nas mídias sociais e nas redes de rádio, tvs e jornais, dizendo ser uma mulher digna e que nunca praticou nenhum delito. No entanto, é aparente o seu abatimento e a pressão sobre ela é imensa. O País está parado, o desemprego já bate a casa dos 12 milhões e a população cada dia mais descrente de seu mandato.
É isso.

 

 

Compartilhe esta notícia:
Henrique Barbosa