20 abr 2016

Lula/Dilma: ¿Por qué no te callas?.

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Foto: Folhapolitica.org

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Me parece que há duas pessoas de uma importância fundamental que não estão entendendo o processo de degradação que o Brasil está sofrendo: Dilma e Lula. Segundo pesquisas de Institutos de Economia a nossa moedinha de R$ 1 desvalorizou-se tanto de 2015 para hoje que vale em nossos bolsos apenas R$ 0,19.
Parece que para a dupla está tudo normal que a ordem é desmoralizar a Câmara que hoje não tem utilidade nenhuma. Ora, desde a eleição do deputado federal Eduardo Cunha, PMDB, para a presidência do Congresso as lideranças do Partido dos Trabalhadores se perderam.
Deitada em berço esplêndido com uma votação em 2º turno de nada menos que 54 milhões, 501 mil e 118 votos, Dilma Rousseff achou que era dona do mundo e que as suas mentiras de campanha ainda iriam prosperar. Lançou Arlindo Chinaglia, PT e, Julio Delgado do PSB que na ocasião ainda não sabia se era oposição ou governo – hoje é oposição. Cunha venceu os dois com uma diferença folgada de 36 votos.
Aí começou o inferno astral de Dilma que isolou-se esqueceu o companheiro Lula e abriu uma frente de batalha com o Congresso respaldada pelo seu ministro querido e odiado por Lula, o Chefe da Casa Civil Aloízio Mercadante.
O tempo passou, a crise chegou fortemente com aumento do combustível, energia, água, alimentos que fizeram acordar da hibernação o dragão da inflação. E o pior dos mundos! O desemprego chegou para jogar nas ruas 10 milhões de desempregados contabilizados em 2016. Com o desemprego veio a falta de dinheiro para a manutenção das famílias. No rastro da tragédia das demissão, a violência está em nossas esquinas.
Está ai o retrato do Brasil: o fundo do poço está chegando para o Brasil e para Dilma que poderá ter seu direitos eleitorais cassados por oito anos.
No último fim de semana, o início do processo de impeachment da presidente Dilma que foi aprovado na Câmara federal, seguiu para o Senado que vai compor sua comissão de líderes e no próximo dia 26 começam os trabalhos. Se o  Senado aprovar o impeachment, Dilma sai de cena por 180 dias e o vice-presidente Michel Temer vira presidente.
Aqui cabe uma explicação. Nenhum dos 513 deputados federais que votaram o processo de impeachment  chamou a presidente Dilma de desonesta ou não reconheceram a sua seriedade. Pelo contrário, o povo brasileiro, confiante nas suas propostas de campanha, decidiu pela sua reeleição. E os deputados representam o povo.
Como ela não cumpriu nenhuma recebeu um aviso-prévio dos deputados que assim como a presidente foram eleitos pelo voto. Por exemplo, os Estados de Pernambuco e Minas Gerais deram votações extraordinárias  para Dilma e o PT que venceu por ampla maioria. Já na votação do impeachment, o placar inverteu-se. Dos 25 deputados federais de Pernambuco, 18 votaram a favor. E, em Minas Gerais, 53 aprovaram o impeachment contra 12.
Vamos comparar o Brasil com uma empresa de alta tecnologia que resolve contratar uma presidente para tirá-la do sufoco, da falta de competitividade e voltar a ser uma referência junto aos seus concorrentes. Passa todo o ano de 2015, a presidente não demonstra resultados, não gera parcerias com os dirigentes ( deputados ) e trabalha com uma equipe sofrível ( ministros ) que também não demonstram a competência e a força de trabalho necessárias. Afora tudo isso, a presidente demonstra uma soberba e uma intolerância com os subordinados jamais vista  na história da Empresa
Chega o ano de 2016 e a tendência de um desarranjo empresarial é o mesmo. Nada mudou para melhor.
Ai, o Conselho da empresa reúne-se e toma a decisão de dar um aviso-prévio ( impeachment ) a presidente para que ela reveja os seus conceitos de uma boa-gestão.
– Mas, eu sou séria, honesta e não cometi nenhum crime, diz a presidente em sua defesa;
– Estamos falando de gestão. Se soubéssemos antecipadamente que a senhora fosse desonesta não a teríamos contratado ( povo ). Aproveite mais essa oportunidade, disse o Conselho.
É isso!

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Henrique Barbosa