13 jul 2014

Felipão valoriza campanha e coloca cargo à disposição de Marin.

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Para técnico, derrotas para Alemanha e Holanda não estragaram aspectos positivos da participação brasileira na Copa, como a chegada às semifinais e a experiência adquirida pelos jogadores para a edição de 2018 do torneio, na Rússia. A seleção brasileira terminou a Copa do Mundo na quarta colocação. Após a derrota por 3 a 0 diante da Holanda neste sábado, na capital federal, o técnico Luiz Felipe Scolari procurou valorizar a campanha da equipe e colocou o cargo à disposição de José Maria Marin, presidente da CBF.

Time de Felipão tem a pior defesa da história do Brasil em Copas. “No final, não fomos bem, mas conseguimos a classificação (para a semi) e não podemos deixar de elogiar nossos atletas pela forma como têm jogado, embora tenham perdido também esse jogo”, afirmou o treinador, procurando proteger a imagem de seus jogadores.

“Esse grupo foi muito bem na Copa das Confederações e atingiu os objetivos até a semifinal do Mundial. Não fomos bem contra a Alemanha e Holanda. Nós, da comissão técnica, assumimos que não jogamos bem esses dois jogos. Os atletas saem com minha confiança e têm o caminho aberto para melhorar em 2018”, afirmou.

A volta de Luiz Felipe Scolari à seleção foi uma aposta de José Maria Marin, sucessor de Ricardo Teixeira na presidência da CBF. Questionado sobre sua possível continuidade no comando do time nacional, o treinador transferiu a responsabilidade ao dirigente. “Quem deve decidir é o presidente. Como já estava combinado, independentemente do resultado, vamos terminar nosso relatório e entregar o cargo à direção da CBF. Nosso presidente tem grande capacidade para fazer as análises que achar que deve”, afirmou.

A seleção brasileira terminou a Copa do Mundo com três vitórias, dois empates e duas derrotas. Em sete partidas, foram 11 gols marcados e 14 sofridos. Felipão viu bons momentos na campanha – o time não disputava a semifinal desde 2002 – e lamentou os momentos de pane na derrota por 7 a 1 diante da Alemanha. “Não tivemos grandes atuações durante a competição, mas vivemos momentos muito bons em alguns jogos. De qualquer forma, os objetivos estavam sendo alcançados. Tivemos aqueles seis minutos de apagão contra a Alemanha e sabemos disso”, declarou.

IG/Gazeta

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Henrique Barbosa