14 abr 2018

 PSDB tenta cartada para centro chegar ao 2º turno.

Coluna do Estadão – Andreza Matais

Com os presidenciáveis de centro patinando nas pesquisas, o PSDB se movimenta para tentar evitar que a disputa do segundo turno seja entre candidatos da extrema esquerda e extrema direita. O secretário-geral da sigla, deputado Marcus Pestana (MG), procurou os presidenciáveis Rodrigo Maia (DEM) e Alvaro Dias (Podemos) para propor que, se o quadro for mantido, os postulantes de centro com menor chance eleitoral renunciem num determinado momento da campanha para apoiar o que tiver maior pontuação nas pesquisas eleitorais.

Segundas intenções. Os tucanos perceberam que convencer os candidatos a desistir de concorrer já na convenção para apoiar Geraldo Alckmin é impossível. Por isso, o plano B. O máximo que conseguiram, até agora, é um acordo para que os centristas não se ataquem durante a campanha.

Só empurrando. Dos nomes de centro, Alckmin é o que melhor pontua até o momento. Mas não o suficiente para disputar o segundo turno. As últimas pesquisas eleitorais indicam que as vagas seriam de Lula e Jair Bolsonaro.

Retrovisor. Nas conversas com Maia e Alvaro Dias, o deputado Marcus Pestana lembrou o resultado da eleição presidencial de 89, que teve 22 candidatos. Lula passou para o segundo turno com 17,18% dos votos, perdendo para Collor.

Alerta geral. Assim que Donald Trump anunciou que iria atacar a Síria, às 22 horas de ontem, em Brasília, os plantões do Itamaraty e do Ministério da Defesa focaram sua atenções para o assunto.

Não escapa. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) confidenciou a aliados que este é o pior momento para o Supremo julgar se aceita ou não a denúncia da PGR contra ele. O clima depois da prisão de Lula é de condenação geral e irrestrita. O julgamento será na terça.

Abalou. A tensão prejulgamento levou Aécio para o hospital na última quinta-feira. Aliados dizem que ele sentiu um mal-estar, com fortes dores de cabeça e antecipou um check-up. O tucano é acusado de receber propina da JBS, o que nega.

Dedos cruzados. Petistas que pediram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para incluir Lula no nome que aparece no painel eletrônico torcem para que ele rejeite a ideia. Consideram a mudança “ridícula”, mas endossaram a causa para não ficar mal com o PT.

Bola nas costas. A governadora de Roraima, Suely Campos (PP), não avisou o presidente Michel Temer de que entraria com ação no Supremo para pedir o fechamento da fronteira. “Não adiantaria. Ele esteve lá em fevereiro e nada foi feito”, reclamou.

Bronca. Sobre Temer considerar a medida “incogitável”, a governadora rebateu. “É muito fácil para ele falar a distância.” Segundo Suely Campos, dos 50 mil venezuelanos que entraram no Estado, o governo federal só conseguiu transferir 260 para SP e MT.

Olé. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) foi indicado para relatar o PLC 79, que altera a Lei Geral de Telecomunicações. A escolha surpreendeu as empresas de telefonia que haviam sido avisadas pelo senador Valdir Raupp (MDB-RO) de que assumiria a função.

SINAIS PARTICULARES. senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), por Kleber Sales
Todos de olho. O projeto é considerado estratégico para o setor porque libera as concessionárias para migrar a telefonia para o regime privado. A escolha de Flexa foi dos presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Otto Alencar (PSD-BA).

PRONTO, FALEI!

Foto: Joedson Alves/EFE
“Cruciais para a harmonia na política e a segurança nos negócios neste momento são a previsibilidade e a estabilidade da Constituição construída no Supremo pela palavra de uma maioria inequívoca.”

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU IGOR GADELHA

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Henrique Barbosa