13 nov 2017

PODER, POLÍTICA & MERCADO – Coluna Esplanada/Leandro Mazzini.

Brasília, Segunda-feira, 13 de Novembro de 2017

 

EXTRA – Huck pede tempo

Presidente do PPS, o deputado Roberto Freire teve dois encontros com o apresentador de TV Luciano Huck – um há três meses, e outro há dias, em São Paulo, quando Huck pediu tempo para pensar. Aos poucos o artista ‘global’ está encampando o esforço do establishment ao seu redor – sua emissora, grandes empresários e investidores – para se lançar a presidente da República. “Não quer dizer que apoio totalmente, mas vejo com simpatia a candidatura dele (Huck)”, comenta Freire, que segura o script porque é aliado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), também um presidenciável.

Pausa para..

O ‘balançar’ de Luciano Huck motivou Freire a adiar de dezembro para março de 2018 a convenção nacional do PPS. Há esperança de que o apresentador se filie até lá.

.. o intervalo

“Precisamos de um tempo para avaliar melhor o cenário político brasileiro antes de tomar uma decisão sobre as eleições presidenciais”, emenda Freire.

Órfãos de Aécio

O esforço do establishment vem de um poderoso grupo de órfãos de Aécio Neves – e daqueles que não aceitarão Lula da Silva ou Jair Bolsonaro como presidente.

Pé no acelerador

O ônibus da RC Turismo placa MRW9400 que tombou ontem em Minas Gerais por falta de freios é ‘pirata’. Não há qualquer registro de autorização do veículo na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), tampouco Seguro de Responsabilidade Civil, o que dificultará indenização às famílias dos mortos e feridos.

Absurdo!

O acidente deixou sete mortos, entre eles um bebê de 1 ano. Independentemente do tempo de uso, com a palavra a ANTT – que há dias, como a Coluna revelou, autorizou circulação de ônibus de até 15 anos de ‘idade’, em nova norma, contra a regra antiga que previa 10 anos no máximo. O veículo sequer tinha cinto de segurança.

Dormiu na pista

Apesar de o Congresso Nacional ter aprovado a lei 10.233 em 2014 para que veículos piratas sofram ‘pena de perdimento’ quando flagrados pela segunda vez, até hoje a ANTT não regulamentou a lei para serviço dos fiscais.

Bolsonaro

Jair Bolsonaro, não definido no Patriota, tem conversado muito com Roberto Jefferson, do PTB, e agora com o senador Magno Malta, do PR. Partidos que podem acolhê-lo.

É com o povo

Sindicalistas lançaram o slogan “Quem votou, não vai voltar” em alusão ao preço que será pago nas urnas por quem apoiar a versão enxuta da Reforma da Previdência.

Vaquinha elétrica

Passa de R$ 82 mil o arrecadado pela “vaquinha” da Associação dos Empregados da Eletrobras, para pagar advogados em ações contra a privatização. No último balanço, de 1º a 7 de novembro, foram 225 contribuições que somaram R$ 26,4 mil.

Encomenda

As novas regras trabalhistas, que entraram em vigor no sábado, foram “encomendadas e constituídas com muita inteligência contra os direitos dos trabalhadores”, afirma o presidente da Comissão de Direito Sindical da Ordem dos Advogados do Brasil, o advogado Bruno Reis de Figueiredo.

Calma, doutor

Bruno Reis peregrinou Brasil adentro para debater com advogados, movimentos sociais e estudantes as alterações nos 117 artigos da CLT. “A mudança é drástica. A que ponto vamos chegar? A inadimplência, o desemprego e a criminalidade vão lá no alto”, prevê.

A conferir

Já os empregadores indicam que vão manter os direitos de hoje (férias, décimo terceiro) e que o drible na carga tributária da folha de pagamento vai aliviar as contas – e assim poderão investir mais (ou até pagar melhor). Os anos vindouros vão mostrar. A conferir.

Entre amigos

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), abriu o cofre e reforçou a tinta da caneta prestes a deixar o cargo. Segue privilegiando os prefeitos tucanos também. Autorizou o repasse de R$ 157,7 milhões para a ampliação do metrô de Contagem, do prefeito Alex de Freitas. As obras começam em 2019.

Festival de cores

Depois do Setembro Amarelo, Outubro Rosa, Novembro Azul e o Dezembro Vermelho (mês de combate à Aids), o brasileiro vai ganhar o Janeiro Branco. Aquele momento em que o cidadão olha para o saldo ‘em branco’ e constata que o 13º (se sair) já se foi.

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Henrique Barbosa