7 dez 2017

Em ofensiva pela Previdência, governo libera R$ 500 milhões para centrais sindicais.

POR PAINEL
Mel na sua boca Em meio às negociações para a aprovação da reforma da Previdência, o Planalto fez um aceno às centrais sindicais que se opõem às mudanças. Michel Temer garantiu, na terça (5), que baixará portaria semana que vem para liberar o pagamento de cerca de R$ 500 milhões em verbas do imposto sindical que estavam retidas na União. O dinheiro é fruto de um acordo entre as entidades, o MP, a Caixa e o governo. O ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho) vai assinar o texto.

Erro Os R$ 500 milhões foram bloqueados por falhas no preenchimento de dados obrigatórios para o pagamento.

Empacou A baixa adesão do PSD à reforma da Previdência fez do ministro Gilberto Kassab (Comunicações) alvo de forte pressão. Os entusiastas do texto dizem que se ele não fechar questão “para valer”, ameaçando cortar verbas de quem não apoiar o governo, só entregará 15 votos.

Me esquece PMDB e PP são os partidos com maior adesão ao texto. O PSDB, em vez de avançar na discussão, refluiu. A maioria da bancada de deputados boicotou reunião que discutiu a reforma e mandou avisar que nem sequer quer declarar voto no plenário. A disposição é a de não dar quorum.

Malas prontas Em reunião com associações que são contra a nova Previdência, na terça (5), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que não se comprometeu a levar a proposta à frente ainda este ano. “Quero dar o recesso dia 14. Como aprovar?”, indagou.

Direitos iguais O ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) fez graça da polêmica por não ter aplaudido de pé o juiz Sergio Moro em evento na terça (5), em SP. “Como, se não levantei para aplaudir Juliana Paes e Isis Valverde?”

Em março de 2014, a Polícia Federal deflagra a Operação Lava Jato em seis Estados e no DF e o juiz Sergio Moro volta a ganhar projeção (ele já havia atuado no caso Banestado). Mais de 20 pedidos de prisão são expedidos. É preso o doleiro Alberto Youssef, suspeito de intermediar pagamento de propina entre empreiteiras, dirigentes da Petrobras e políticosPor: Ricardo Borges – 4.dez.2014/Folhapress 2017-11-01 10:26:22
Os momentos de Moro

Não para A PGR enviou ao ministro Dias Toffoli o acordo de delação de Daniel Gonçalves, o ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná investigado na Operação Carne Fraca. O relato atinge principalmente o PMDB no Paraná.

Sai caro A consultoria do Senado estimou em R$ 1,6 bilhão/ano o gasto com o pagamento de auxílio-moradia ao Judiciário, Ministério Público e tribunais de Contas. Os dados foram pedidos por Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Quero só ver O PSDB definiu o slogan de sua convenção nacional: “Unidos por um Brasil que precisa mudar”. É uma referência ao discurso de que, ao assumir o partido, o governador Geraldo Alckmin (SP) colocará fim às disputas internas. O ato acontecerá sábado (9).

Começo, meio e fim O chamado à união dará o tom da fala de Alckmin na convenção. Será sua estreia oficial como presidente da sigla e uma prévia de seu lançamento como pré-candidato ao Planalto em 2018.

Torta de climão O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) receberá prêmio em SP, na segunda (11). A programação prevê que Alckmin entregue a menção a ele. Recentemente, Meirelles criticouo partido do governador e minimizou sua capacidade de atrair aliados na eleição.

Unanimidade? Publicitário contratado por um outsider para fazer pesquisas qualitativas sobre a eleição de 2018 está quase desistindo de montar um grupo para análise em Recife. O motivo: não consegue achar eleitores que rejeitem Lula.

Dentro do sistema Líder do Vem Pra Rua, Rogério Chequer vai se desligar do grupo para disputar uma vaga na Câmara pelo Partido Novo.

Visita à Folha Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), prefeito de Salvador, visitou a Folhanesta quarta-feira (6). Estava acompanhado de Paulo Alencar, secretário de Comunicação, e Pascoal Gomes, consultor de comunicação e marketing.

TIROTEIO

O Congresso representa cada vez menos a população, mas exerce enorme poder. É preciso renovar e qualificar o Legislativo.
DE PAULA LAVIGNE, coordenadora do movimento 342 Agora, sobre a rejeição recorde da população ao trabalho do Parlamento, constatada pelo Datafolha.

CONTRAPONTO

Me poupe e se poupe!

Em sessão da CCJ do Senado desta quarta (6), Flexa Ribeiro (PSDB-PA) reclamou que sugeriu emendas ao projeto de lei que regulamenta os jogos de azar no Brasil, mas que o relator, Benedito de Lira (PP-AL), não as acatou. Queria convencer o alagoano a restringir cassinos às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

— Mas vamos ter oportunidade de, novamente, conversar com o senador Benedito de Lira, do Nordeste, para ver se ele acata as emendas — disse ao fim do resmungo.

Edison Lobão (PMDB-MA) provocou:

— Pois então vossa excelência está promovendo um desgaste desnecessário nas suas cordas vocais!

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Henrique Barbosa