12 ago 2017

Democracia necessita de partidos fortes.

No Brasil, a Lei da Inércia reina. É preciso aproveitar o crítico momento para
discutir o papel dos partidos políticos e como mudar as práticas políticas. A
indignação com a política, infelizmente, ainda não se traduziu em participação
e mobilização. O tempo está passando. A sociedade e os partidos políticos
precisam estimular a formação de novos líderes. Pessoas de bem, preparadas
e sem padrinhos.
A Operação Lava Jato expôs problemas (lavagem de dinheiro, corrupção, caixa
2, abuso do poder econômico, superfaturamento, etc) que todo mundo já
conhecia e que surgem com as eleições.
É preciso discutir mecanismos para acabar com o coronelismo. O poder
econômico é, sem dúvidas, o principal fator para a conquista do voto. A compra
de voto ainda é uma realidade nas eleições brasileiras. A compra se dá
através de negociação de bens materiais, favores administrativos e promessa
de cargos. É por isso que a política brasileira é dominada pelos mesmos
sobrenomes, famílias e grupos há décadas. Naturalmente, eles não querem
mudar o sistema político.
Os partidos políticos são fundamentais para o pleno exercício da democracia e
precisam atuar como agentes de interação entre a sociedade organizada e o
Estado. Entretanto, na prática os partidos políticos, em regra, limitam-se
exclusivamente à escolha de candidatos a cargos eletivos. Não realizam
nenhum trabalho de conscientização política e nem de cidadania para mudar
todas as vergonhosas práticas que se repetem em toda eleição. Os filiados, em
regra, não são ouvidos e não participam das decisões do partido.
Pouquíssimos conhecem o estatuto, objetivos, princípios e conteúdo
programático.
A coexistência de ideologias diversas torna efetivo o pluralismo político, mas
não podemos aceitar essa infinidade de partidos com acesso ao fundo
partidário e tempo de rádio e TV. Necessitamos de partidos políticos fortes.
Precisamos da adoção de uma cláusula de desempenho! Isso ajudará a
governabilidade e diminuirá o aparelhamento estatal.
Os partidos não podem ser propriedade de políticos ou grupos. Precisam ter
vida orgânica, transparência e se aproximar da sociedade. Identificar, formar e
apresentar mais quadros éticos e qualificados e menos nomes
populistas/carismáticos, mas com condutas questionáveis e/ou sem conteúdo.
É preciso uma renovação nas lideranças, nas práticas e nas ideias.
Renovemos a Democracia!
Lúcio Beltrão
Recifense, Advogado e Profissional de Educação Física.

Compartilhe esta notícia:
Henrique Barbosa