9 jul 2018

Decisão do desembargador Favreto ” foi Ridícula ” diz ex-ministro da Justiça.

Foto: José Paulo Cavalcanti Filho

O desembargador federal Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, que mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, 8, foi filiado ao PT de 1991 a 2010. Nomeado pela presidente Dilma Rousseff, deixou o partido imediatamente para ser nomeado desembargador do TRF – 4ª.

Pois é, depois de 18 anos da sua nomeação decidiu devolver o favor a sua patroa, Dilma Rousseff e, num ato político que feriu a Justiça no Brasil, mandou soltar o es-presidente Lula que está preso na carceragem da Receita Federal em Curitiba. O certo é que não houve urgência nem um fato novo para que o plantonista Favreto desse essa pixotada. O alegado foi o que Lula éra candidato à presidência da República e não poderia estar preso.

O PT e os três deputados que entraram com um Habeas-Corpus erraram feio, pois sequer consultaram os advogados de que não sabiam de nada. Cristalina foi a a interpretação do do ex-ministro da Justiça, José Paulo Cavalcanti Filho: o desembargador Rogério Favreto, que concedeu três liminares pela imediata liberação de Lula, demonstrou não ter isenção para julgar o caso. Filiado ao PT por 20 anos de 1991 e 2010 e ex-assessor da Casa Civil, o magistrado teria usado uma argumentação ridícula, ao argumentar que o ex-presidente poderia ser solto por ser pré-candidato. Se fosse assim, bataria que Fernandinho Beira-Mar, Marcola e o goleiro Bruno se dissessem pré candidatos a deputado estadual que teriam que ser soltos!, explicou em entrevista à edição do JC de hoje.

O fato é que o desembargador Favreto, já pagou o favor eque devia à presidente Dilma e agora pode dormir tranquilo por mais um ano, período em que voltará a ser plantonista do TRF-ª, ordem onde está vinculado.

 

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Henrique Barbosa