6 dez 2017

Data de decisão do TRF ‘muda pouca coisa’ para Lula, para 2018.

(Foto: Pedro Gontijo/O Tempo/Folhapress)POR PAINEL/FSP

Corrida de obstáculos Autor do parecer que definiu a estratégia de Lula para concorrer ao Planalto mesmo condenado em segunda instância, o advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira diz que a tentativa de acelerar o julgamento do petista no TRF-4 “muda pouca coisa no cenário geral”. Ainda que os desembargadores concluam o processo no primeiro semestre de 2018, virão os recursos. É improvável que todos sejam apreciados antes de agosto, quando o ex-presidente levará seu registro à Justiça eleitoral.

Abre uma janela Pereira explica que, ainda que o TRF-4 analise todos os recursos em tempo recorde, Lula poderá apelar ao STJ e ao STF para tentar suspender o veredito dos desembargadores e levar a campanha até, no mínimo, 20 dias antes do primeiro turno.

Fecha uma porta Uma performance extremamente célere do TRF anularia apenas um dos caminhos sugeridos por ele ao ex-presidente: o que recomendava pedir ao Tribunal Superior Eleitoral a suspensão de qualquer análise sobre o registro da candidatura de Lula até que todos os recursos fossem esgotados na segunda instância.

Só com ele O PT vai explorar a rapidez do Tribunal Regional Federal. Dirá que o “tratamento diferenciado” mostra que não há perseguição aos políticos, mas apenas ao petista.

Água fria Apesar do discurso otimista do governador, o resultado do Datafolha decepcionou aliados de Geraldo Alckmin (PSDB-SP). Havia expectativa de que ele aparecesse em uma posição mais confortável.

Tanto assim? O aumento da rejeição dos paulistanos ao trabalho de João Doria na prefeitura assustou pessoas próximas ao tucano. Alguma queda na avaliação era aguardada, mas o tamanho do tombo surpreendeu.

Novo, de novo Para tentar melhorar, Doria vai reciclar seu discurso de campanha, o “João trabalhador”. Aposta nas obras de asfaltamento da cidade. Fará a operação de resgate de imagem para não perder cacife como pré-candidato ao governo do Estado em 2018.

Ministerial A Rede quer formar um conselho de personalidades para comandar a campanha de Marina Silva. Pedro Simon e Carlos Ayres Britto serão chamados.

Público alvo O governo vai lançar nova campanha pela reforma da Previdência na internet. As peças vão pedir mobilização da população sobre os deputados e senadores. O mote dos textos formulados para as redes sociais é: “Parlamentar, o Brasil precisa de você”.

Modelo a seguir O Planalto diz que vai subir um tom porque, na internet, “é guerrilha”. Auxiliares do presidente Michel Temer acompanharam com especial entusiasmo vídeos distribuídos pelo MBL em apoio às mudanças na aposentadoria.

Amigos, amigos… A Câmara trabalha com a possibilidade de Edson Fachin, do STF, aceitar logo o pedido da PGR de recolhimento noturno de Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Ele é um dos deputados mais queridos do Congresso, mas colegas dizem que são remotas as chances de livrá-lo da punição.

Passo a passo Se o ministro de fato ordenar o recolhimento noturno, a corte enviará comunicação ao Parlamento em até 24 horas. A Câmara não tem prazo definido para decidir se mantém ou derruba a decisão do Supremo, mas enquanto o caso não for votado pelo plenário, valerá a posição de Fachin.

Marco O Planalto viu no texto da denúncia contra Lúcio e Geddel Vieira Lima iscas para atrair os dois a uma delação. Apostam, porém, que será difícil justificar o acordo. A foto dos R$ 51 milhões seria, nas palavras de um ministro, a imagem mais forte já produzida por investigadores desde o início da Lava Jato.

Malas de dinheiro em endereço atribuído a Geddel Vieira Lima em SalvadorPor: Divulgação 2017-09-06 13:34:04
O bunker de Geddel

TIROTEIO

A queda de Doria não é surpresa. O povo não ia perdoar quem, como diz o samba, ‘pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão’.
DO DEPUTADO ESTADUAL CAMPOS MACHADO, líder do PTB na Alesp, sobre a escalada da reprovação a João Doria, que chegou a 39%, segundo o Datafolha.

CONTRAPONTO

A maldade está nos olhos de quem vê…

Na sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado desta terça (5), Otto Alencar (PSD-BA) teve dificuldades para apresentar a proposta que estava relatando. Ele iniciou a leitura do texto com tranquilidade:

— Análise do projeto que aumenta a parcela da Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos — disse, mas travou logo em seguida, ao ler a sigla CFURH, que soou como a abreviação de um palavrão.

— Olhe a compostura, senador — provocou Tasso Jereissati (PSDB-CE).

— A sigla é essa mesmo! Mas agora só pelo nome completo! — justificou o baiano.

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Henrique Barbosa