6 dez 2017

Cruz Vermelha brasileira decreta intervenção em filial do Rio por 90 dias.

A decisão foi tomada após ÉPOCA revelar investigação sobre desvios na entidade.

Os bordéis realmente são as últimas reservas morais desse País. Serão? Tem muito salafrário por aí que ainda tem a mãe viva, vai que…

MATEUS COUTINHO

DESVIO Doações são guardadas na Cruz Vermelha no Rio de Janeiro. Diretores são suspeitos de desviar quase  R$ 10 milhões em dinheiro público (Foto: Fernando Quevedo/Agência O Globo)

A direção da Cruz Vermelha brasileira decidiu intervir por 90 dias na filial fluminense da entidade. A decisão foi tomada após ÉPOCA revelar, na semana passada, que a juíza Ana Cláudia de Loiola Morais Mendes, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, proibiu os ingressos de Luiz Alberto Lemos Sampaio e Rosely Sampaio na entidade. Luiz Alberto, casado com Rosely, era presidente da filial da Cruz Vermelha no Rio de Janeiro até novembro. Rosely, por sua vez, comandou a Direção Nacional da Cruz Vermelha.

Cinco interventores escolhidos pela Direção Nacional da Cruz Vermelha passarão a administrar a filial. Dois deles serão responsáveis pelas transações bancárias. Além disso, serão escolhidos dois profissionais “de notória credibilidade” para acompanhar toda a intervenção. A portaria que instituiu a intervenção, assinada pelo atual presidente nacional da Cruz Vermelha, Julio Cals de Alencar, aponta ainda que a filial do Rio não vem pagando impostos e taxas e que Luiz Alberto não prestou contas da situação da filial ao órgão central da entidade.

Luiz Alberto e Rosely foram alvos da Operação Genebra, conduzida pelo promotor do Ministério Público do Distrito Federal Luis Henrique Ishihara. A operação apura fraudes em contrato da Cruz Vermelha do Rio de Janeiro com o governo do Distrito Federal.

 

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Henrique Barbosa