13 jun 2018

COLUNA RADAR DIGITAL | Para os candidatos, nada de tweets patrocinados.

Rede social Twitter afirmou que não vai permitir anúncios partidários durante campanha eleitoral no Brasil por falta de regulamentação

por Felipe Durand

Proibidos até 2016 no Brasil, os anúncios partidários durante campanha eleitoral em plataformas digitais como o Google, Facebook e Instagram acabaram sendo autorizados para o pleito de 2018, após a Reforma Eleitoral – aprovada em outubro do ano passado.

Apesar de muitos coordenadores de campanha em redutos afastados dos grandes centros urbanos ainda ‘acharem’ a internet algo secundário, lá estão os eleitores em potencial disputando a atenção e compartilhando propostas e bravatas de candidatos locais via seus smartphones.

Não resta dúvida, o campo das redes sociais será decisivo para os resultados das urnas em 2018 em qualquer esquina de votação. Talvez mais que o próprio guia eleitoral na TV e os comícios já enfadonhos em praça pública.

Nos grandes centros, onde os investimentos em Marketing Político Digital já são frequentes e volumosos, mesmo fora da campanha, as agências que assessoram os candidatos terão que lidar com a perda de um grande xodó: o Twitter.

Não vão twittar

Mesmo não estando envolvido nos escândalos em eleições recentes internacionais – caso das empresas Google e Facebook –, as quais foram acusadas de fazer ‘vista grossa’ para fake news patrocinadas, o Twitter resolveu tomar uma decisão bastante madura no Brasil: proibir os anúncios pagos durante a campanha eleitoral. Por que madura? Falta de regulamentação no país!

Em nota oficial, a rede social afirmou:

“O Twitter Brasil informa que suas políticas de anúncios não permitirão a veiculação de propaganda eleitoral paga na plataforma durante a campanha de 2018 no país. A legislação eleitoral brasileira estabelece determinadas obrigações relacionadas a transparência por parte de candidatos, partidos e coligações que fizerem propaganda eleitoral paga na internet. Diante disso, o Twitter decidiu iniciar a venda deste tipo de publicidade somente quando as ferramentas apropriadas para facilitar essa transparência estejam disponíveis na plataforma”.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenta montar um cerco contra as fake news

Enquanto isso, Facebook e Google continuam ‘conversando’ com a Justiça Eleitoral brasileira para tentar evitar a proliferação de fake news durante a campanha em 2018. No final das contas, a falta de regulamentação prévia, mesmo com a autorização dos anúncios, é o que acaba sendo a grande dor de cabeça para que o TSE faça tantas reuniões e não garanta nada.

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Felipe Durand