12 nov 2017

ANJ registra 73 atentados à liberdade de imprensa em um ano no Brasil.

Postado por: Acioli Alexandre 
A Associação Nacional de Jornais (ANJ), com colaboração da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), publicou a nova edição do Relatório de Liberdade de Imprensa, que registra casos de cerceamento à liberdade de expressão de jornalistas brasileiros, de setembro-2016 a setembro-2017.

O documento apresenta um resumo das agressões, ameaças, censuras judiciais, detenções, intimidações, insultos, atentados, ataques e de casos de vandalismo e assassinato de jornalistas nos últimos 12 meses. Foram 73 registros e os casos mostram que persiste “a intolerância e falta de conhecimento do real papel da imprensa” no país.

De acordo com o Relatório, foram 30 agressões, em que pelo menos 55 jornalistasficaram feridos. Os episódios mais violentos foram a greve geral no país organizada em abril deste ano, um protesto contra as reformas trabalhista e da previdência em maio (Brasília) e uma manifestação contra o governo federal em 07 de setembro de 2016, em Fortaleza.

O relatório contabilizou também 12 casos de ameaças (oito em 2016 e quatro em 2017), dez detenções (três em 2016, sete em 2017), um episódio em que 30 homens recolheram suplementos do jornal Extra e exemplares do jornal O Fluminense, em Niterói, após a publicação de reportagens sobre denúncias do Ministério Público contra o, ex-presidente da Câmara Municipal de São Gonçalo (RJ), Eduardo Gordo. O documento dá destaque aos casos de censura judicial: três, entre setembro-2016 e setembro-2017.

Houve um assassinato de jornalista no Brasil desde setembro de 2016: o do jornalista e proprietário do jornal O Grito, Maurício Campos Rosa. O crime ocorreu em Santa Luzia (MG). Em 2017, nenhum jornalista foi assassinado.

“A maioria desses casos não resultou em apuração policial, abertura de inquéritos, processos e condenações”, declara o documento. “A impunidade, ao lado da intolerância com a liberdade de imprensa, segue sendo a principal razão dos inúmeros casos contra o exercício da atividade jornalística”.

Compartilhe esta notícia:
Henrique Barbosa