14 abr 2018

Acordo entre DEM e PP enrosca disputa nacional e pode ser crucial em SP.

BRASILIA, DF, BRASIL, 13-03-2018, 12h00: O presidente da câmara dos deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) chega à casa na tarde de hoje. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)

Painel/FSP
O consórcio  Um acordo costurado entre as cúpulas do PP e do DEM fez das duas legendas o fiel da balança em alguns dos principais palanques do país. As siglas pretendem atuar como um bloco, tanto nas alianças da disputa presidencial como na dos maiores colégios eleitorais. Em SP, oscilam entre o apoio a João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB). Nacionalmente, se Rodrigo Maia (DEM-RJ) levar adiante o plano de integrar uma chapa ao Planalto, o PP reivindicará o comando da Câmara.

Resta um Ainda em março, dirigentes do PP e do DEM avisaram a Doria e França que só definiriam quem vai receber o apoio das duas siglas entre maio e julho. O candidato tucano se apressou e ofereceusua vice ao PSD. Com isso, garantiu um aliado de porte, mas fechou vaga cobiçada em sua chapa ao governo paulista.

Onipresente França, por sua vez, está com a vice aberta. O pessebista, que assumiu o governo de SP e vai tentar a reeleição, acena com a vaga para nome indicado por DEM e PP. Ele já tem o apoio de 13 siglas. Se atrair democratas e progressistas, terá hegemonia na propaganda eleitoral.

Igual a fermento Como ainda é um desconhecido para grande parte do eleitorado, o novo governador resolveu fazer troça após as rusgas com Doria. Diz que o tucano ajuda ao atacá-lo. “Todo mundo quer saber quem é o tal do Márcio França de quem ele não gosta.”

Partes iguais No campo nacional, Rodrigo Maia só será candidato ao Planalto se crescer. Caso contrário, o DEM indicará um nome para a vice de um aliado –Geraldo Alckmin (PSDB) torce pelo segundo cenário.

Todos os caminhos Nos dois casos, o acordo com o PP prevê que os progressistas vão liderar o bloco para tentar eleger o novo presidente da Câmara. Nesse cenário, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) seria o favorito.

Vem comigo A ideia de filiar e lançar o ex-ministro Aldo Rebelo à Presidência pelo SD foi gestada na residência do atual presidente da Câmara. Maia avaliou que era preciso levar Aldo para o seu campo, tirando-o do PSB.

Jogo duplo Paulinho da Força, comandante do Solidariedade, é um dos que estimulam a candidatura do democrata ao Planalto.

Pés no chão Pessoas próximas ao ex-presidente Lula não querem animá-lo com perspectivas de deixar a prisão em breve. O petista perguntou a quem o visitou sobre a expectativa do possível julgamento da ação que pode mudar o entendimento do STF a respeito da prisão após segunda instância. Recebeu relato pessimista.

É o fim? Advogados que acompanharam a sessão do Supremo que debateu o pedido de liberdade de Antonio Palocci ficaram desgostosos com o saldo final dos votos dos ministros. Entenderam que a corte restringiu o alcance do habeas corpus.

Fala por todos Após a decisão de Michel Temer de deslocar seu porta-voz, Alexandre Parola, para a chefia da EBC, integrantes do Planalto brincam que o presidente deveria extinguir de uma vez o posto agora vago. Com ao menos uma entrevista por dia, dizem, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) já cumpre o papel.

Só agora? O pedido da governadora de Roraima, Suely Campos (PP), pelo fechamento da fronteira do Estado para impedir o ingresso de venezuelanos foi visto como eleitoreiro por adversários locais que, há muito, defendiam maior controle na imigração. Ela é candidata à reeleição.

Visita à Folha Flávio Rocha, pré-candidato à Presidência pelo PRB, visitou a Folha nesta sexta-feira (13), onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Guilherme Barros e Gisele Vitória, assessores de imprensa.

TIROTEIO

Difícil foi o Brasil engolir o acordo com a JBS. Janot deve se conformar com a condição de ex-PGR e respeitar a decisão da Justiça.
DO DEPUTADO SILVIO TORRES (PSDB-SP), sobre o ex-procurador-geral Rodrigo Janot ter criticado o envio de ação contra Geraldo Alckmin à seara Eleitoral.

CONTRAPONTO

O estraga prazeres

A campanha para se enxertar “Lula”, “Moro” e “Bolsonaro” nos sobrenomes políticos dos parlamentares virou motivo de piada no plenário da Câmara.

O deputado Vitor Valim (PROS-CE) brincou com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Casa:

— Vou me chamar Vitor Maia Valim!

Com a profusão de pedidos por novas alcunhas, Sílvio Costa (Avante-PE) passou um pito nos colegas:

— Faz muito tempo que eu não vejo uma cena tão ridícula. Isso é uma piada, brincadeira. É tão pueril, que envergonha o Parlamento brasileiro. Sinceramente, eu não sei onde este país vai chegar…

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Henrique Barbosa