12 dez 2016

A comunicação não é com Paulo Câmara. O povo que se dane.

 

 

 

 

 

 

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Decididamente o governador Paulo Câmara não liga para a população do seu Estado. Não fala com ninguém em ambientes públicos que não estejam cercados por militantes e policiais fardados. Vive enclausurado em seu gabinete e só se dirige às claques montadas para as inaugurações onde não há a mínima condição de um contato pessoal ou até de uma possível vaia.

Será que o nosso governador não aprendeu nada com o seu antecessor que moveu Céus e Terras, brigou com aliados de primeira hora para escolhê-lo sucessor? Com Eduardo vivo, sua eleição estava na pinguela e Armando Neto folgado lá na frente.

Eduardo Campos estava em campanha presidencial e não tinha lá esse tempo todo para dizer: Paulo, faz isso; Paulo, faz aquilo, Paulo, assim não dá; ou eu cuido da minha campanha presidencial ou da sua campanha que é muito menor.

Pronto, aí veio a tragédia, Eduardo Campos morreu – senão teria sido presidente. A comoção tomou conta do Estado e Paulo Câmara ultrapassou Armando Neto como um foguete e virou governador.

Pra quê? Pra não falar com ninguém? Para pedir, notas, notas e mais notas aos seus assessores, que também não falam muito. Que modelo de gestão mais  atrapalhada é essa, Meu Deus?

Na última sexta-feira ,9,enquanto as mídias sociais bombavam e só falavam em uma possível Greve da Polícia Militar, levando mais caos e violência às ruas, o governador estava em Surubim. Nesse intervalo entra as mídias sociais preocupadíssimas com movimento que já estava nas ruas.

Paulo Câmara não estava em Palácio e sim, com o presidente Temer. Avisado por um funcionário do Palácio que o conflito poderia se instalar, chamou o seu “aliado” e pediu proteção das forças armadas no qual foi prontamente atendido.

Temer, antes de seguir para Fortaleza, desengavetou a Ordem e autorizou o uso da força no período de 9 a 19 de dezembro. Depois seguiu para Fortaleza e a trupe de Paulo Câmara mais o ministro da Guerra, Raul Jungmann, foram para o Palácio conversar, planejar ações e imediatamente mandaram prender o presidente e o vice da Associação dos Policiais Militares com a ajuda da Justiça Estadual. Prontamente foi atendido a imediatamente mandou prender o presidente e o vice do sindicato da categoria.

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Ao povo nada. Os manifestantes, não satisfeitos engataram uma operação padrão e só vão às ruas com um cabo, dois soldados e um motorista.

Já no sábado, começaram a chegar as viaturas  e os policiais do Exército para tentar dar um pouco de Tranquilidade a uma população tão sofrida.

Um Policial Militar, à paisana, conversou com o blog henriquebarbosa.com e afirmou que não existem as mínimas condições de trabalho nas ruas. “Falta colete à prova de balas; Faltam gasolina para os carros, armas e munições; os pneus da maioria dos carros estão carecas e faltam ferramentas para eventuais consertos das viaturas.

Completou: “Nossas vidas estão em perigo. O bandidos e assaltantes estão mais equipados que nós. É uma luta desigual. Vamos morrer de uniforme!”

Em Nota Oficial o governo do Estado disse que  as negociações deveriam ser efetivadas a partir  de janeiro com as propostas das categorias. Foram descumpridas, diz a nota.

Por fim, complementa a nota: O Governo de Pernambuco não aceitará o desrespeito à hierarquia e a quebra do código disciplinar da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. Por fim, o Governo vem tranquilizar a população de Pernambuco de que fará o que estiver ao seu alcance para manter a segurança e a ordem pública.

O Brasil passa por uma crise sem precedentes e agir para criar intranquilidade à população do nosso Estado não honra a história dos integrantes da Polícia Militar de Pernambuco e do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco.

OS MILITARES DO EXÉRCITO FICARÃO NAS RUAS DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE ATÉ O DIA 19 CONFORME DECRETO PRESIDENCIAL.

É isso!

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Henrique Barbosa