18 fev 2020

Bolsonaro insinua interesse do Psol em morte de miliciano.

Depois de entrar em atrito com o governador da Bahia, Rui Costa (PT), ao cobrar esclarecimento do assassinato, pela Polícia Militar baiana, do líder miliciano Adriano de Nóbrega, o presidente Jair Bolsonaro atacou nesta terça-feira (18) o Psol.

Bolsonaro escreveu mensagens no Twitter e deu declarações a jornalistas, na saída do Palácio da Alvorada, sugerindo que o Psol possa ter interesse na“queima de arquivo” com a morte de Adriano, ex-policial defendido por ele em discurso na Câmara e homenageado por seu filho Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele disse que vai pedir uma perícia independente para analisar as circunstâncias da morte do ex-capitão do Bope em uma operação policial em Esplanada (BA) há dez dias.

“A [revista] Veja ouviu peritos, e os peritos estão dizendo ali que, pelo que tudo indica, o tiro foi à queima roupa. Então, foi queima de arquivo. Interessa a quem essa queima de arquivo? A mim? A mim, não. O que é mais grave agora?”, disse aos jornalistas.

“A quem interessa não haver uma perícia independente? Sua possível execução foi ‘queima de arquivo’? Sem uma perícia isenta os verdadeiros criminosos continuam livres até para acusar inocentes do caso Marielle”, disparou o presidente. “Quem fará a perícia nos telefones do Adriano? Poderiam forjar trocas de mensagens e áudios recebidos? Inocentes seriam acusados do crime?”, questionou no Twitter.

Na conversa com os jornalistas, ele disse que só ouviu falar da vereadora Marielle Franco (Psol), assassinada em março de 2018, no momento de sua eleição e de sua morte. Marielle era colega de Câmara Municipal de Carlos Bolsonaro (PSC). Bolsonaro afirmou que havia disputas internas dentro do Psol e que “tinha gente que estava incomodada”.

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Henrique Barbosa