17 fev 2020

Miliciano nunca foi herói.

Bolsonaro disse que mandou filho Flávio, então na Alerj, condecorar o então tenente da PM do Rio Adriano da Nóbrega em 2005, porque este seria um herói da polícia, apesar de estar preso condenado por um assassinato

José Nêumanne – Estadão

Sítio em Esplanada, a 170 quilômetros de Salvador, no qual miliciano Adriano foi encontrado e executado por 70 policiais baianos e fluminenses. Foto: Wilton Jr./Estadão

O presidente Bolsonaro disse à imprensa que mandou o filho Flávio, que era deputado estadual no Rio à época, 2005, condecorar o então tenente da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, então condenado pela morte de um guardador de carros, e que este era herói da polícia. Isso não é verdade. De fato, o miliciano pertenceu ao Bope, endeusado no filme Tropa de Elite, de 2007, dirigido por José Padilha e estrelado por Wagner Moura, semideus da esquerda artística. Mas isso não quer dizer que ele tenha sido um policial exemplar, tendo sido por isso mesmo expulso da corporação sob a acusação de se ter envolvido no jogo do bicho. Depois, o chefe do governo se envolveu num bate-boca com o governador da Bahia, Ruy Costa, do PT, chefe dos policiais que o mataram em Esplanada.

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Henrique Barbosa