Principal apoiador de Bolsonaro durante a campanha presidencial, o ministro da Casa Civil perdeu o direito de escolher seus assessores e as principais atribuições que lhe foram dadas. Em meio ao vácuo no comando da pasta, Bolsonaro cogitou nomear o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, para comandar interinamente a Casa Civil até o retorno de Onyx das férias. A decisão só foi revisada após o ministro garantir que anteciparia sua volta ao trabalho. Bolsonaro então escalou Antônio José Barreto de Araújo Júnior para assumir o cargo de secretário-executivo interino da Casa Civil apenas até hoje. Barreto é o atual sub-chefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil e acumula as funções.

Em uma edição extra do Diário Oficial da União, ontem, o presidente tornou sem efeito a nomeação de Santini, ocorrida na noite anterior, para o cargo de assessor especial da Secretaria de Relacionamento Externo da Casa Civil. O presidente também exonerou quem assinou a nova nomeação de Santini, Fernando Wandscheer de Moura, que ocupava interinamente o cargo de secretário-executivo da Casa Civil. Ele voltará ao posto de secretário-adjunto.

A novela envolvendo as nomeações do número dois da Casa Civil e seu assessor começou logo cedo. Doze horas após sair a publicação no Diário Oficial, Bolsonaro mediu pelas redes sociais o desgaste provocado pelo ato. Em conversa pelo telefone logo de manhã, Bolsonaro decidiu indicar o ministro Ramos para resolver o impasse da Casa Civil enquanto Onyx não retornava. Ele assumiria as funções interinamente até que o atual titular da pasta chegasse para buscar novos funcionários para o ministério.