27 jan 2020

Número de brasileiros envolvidos em acidentes de moto cresceu 72% nos últimos 10 anos.

Acidentes deixaram cerca de 2,5 milhões de pessoas permanentemente inválidas

(Crédito: Divulgação)

Ao menos 2,5 milhões de brasileiros se tornaram permanentemente inválidos e 200 mil morreram em decorrência de acidentes de moto nos últimos 10 anos. Os dados são da Seguradora Líder, responsável pela administração do seguro DPVAT (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres).

Os números são maiores que a população de Fortaleza, quinta maior do país, se forem somados. E eles podem crescer ainda mais se incluir os dados de acidentes menos graves, chegando a quase 3,3 milhões. Dessa forma, se representasse o número de habitantes de uma cidade, ficaria atrás apenas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Esses valores representam um aumento de 72% na taxa de acidentes com ciclomotores em comparação com outros meios de transporte como carros e ônibus, que cresceu 28% no mesmo período. No caso de invalidez permanente, o crescimento foi ainda maior, com 128%.

Segundo a seguradora, os pedidos de indenização por morte, invalidez e despesas médicas são os mais recorrentes. Elas são pagas tanto aos motociclistas e passageiros como a todas as pessoas envolvidas nesses acidentes. Os motoristas representam 68% dos que sofreram acidentes, enquanto os pedestres atingidos somam 21% e os 11% restantes são os passageiros dos veículos.

No mesmo período, de 2008 a 2018, houve um aumento de 89% na frota de motocicletas no país, enquanto o crescimento da frota geral ficou em 69%. Maria Valins, superintendente da Líder, considera que há uma relação entre o número de acidentes e o de oferta de veículos no mercado. “Não estamos vendo ações de políticas públicas eficazes para minimizar esses riscos. A gente não vê progresso — ao contrário, vê o aumento das indenizações”, comenta Valins.

Entre os acidentados, 78% são homens e 52% deles estão na faixa etária de 18 a 34 anos. Como estão nas idades de maior índice de trabalho, economistas afirmam que esse número compromete diretamente a capacidade econômica do país.

Proteção

Especialistas acreditam que a melhor forma de diminuir os acidentes é investir na capacitação dos motoristas e incrementar a fiscalização, sempre lembrando de também melhorar as condições das vias.

Para que o motociclista se proteja, é importante lembrar que equipamentos de proteção como capacete, jaquetas, calças e sapatos fechados são essenciais para ficar seguro na motocicleta em todos os momentos.

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Reinhard Allan Santos