23 jan 2020

Um faz, Fux desfaz. E mais fatos do país do inacreditável..

 O ministro Luiz Fux, vice-presidente do STF, suspendeu por tempo indeterminado a implantação do juiz de garantias, contrariando decisão do presidente da Corte, Toffoli, que havia dado um prazo de seis meses para que ela entrasse em vigor. A decisão confirma a validade do ditado popular que reza “cada cabeça uma sentença”. O caso é tão complicado que não há concordância nem no nome da figura, ora é chamada de juiz de garantias, ora de juiz das garantias, só existe uma garantia, mais um elemento para trazer insegurança jurídica ao país. Sua criação tem todos os indícios que veio para proteger criminosos, tornar a Justiça que é lenta em mais lenta ainda, aumentando a possibilidade de prescrição do processo.

O cinismo de bolsonaro não tem limites, anunciou que não mais dará entrevistas alegando que a Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas – declarou que ele é responsável por 58% das agressões à imprensa, “Eu quero falar com vocês, mas a associação nacional de jornalistas diz que, quando falo, agrido vocês. Como sou uma pessoa da paz não vou dar mais entrevistas”. Confundiu-se, é pessoa das pás.

 Continua o festival de anacolutos nos telejornais do Grupo Globo, “o celular, ele…”, “Rodrigo Maia, ele…”, “O papa, ele…”. Mas, não fica por aí, não perdem a mania do “até agora já” e do “chegou no ou em”. Se for levado em conta que a TV tem (possui, como gostam os escribas sofisticados) grande influência no modo de falar das pessoas, logo, logo, os erros se transformarão em praga nacional.

 (CACALO KFOURI)

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Henrique Barbosa