13 set 2019

Resistência de servidores contribuiu para queda de Cintra.

Antes do desgaste causado pela eventual recriação da CPMF, a queda de Marcos Cintra do comando da Receita Federal já era “previsível” por auditores fiscais. Desde que foi nomeado, Cintra enfrentou resistências e duras críticas da categoria.

A insatisfação dos auditores aumentou depois do que chamam de “ingerência política” por parte do presidente Jair Bolsonaro e integrantes da cúpula do Governo que ameaçaram mudanças em cargos estratégicos do órgão no Rio de Janeiro e em outros Estados.

Com agravante da investigação e afastamento de auditores, determinado por liminar do ministro Alexandre de Moraes, por causa da investigação que faziam de 133 contribuintes, entre eles o ministro do STF Gilmar Mendes, escolhidos aleatoriamente com praxe no órgão.

A omissão de Cintra em defender os servidores pesou contra sua imagem na Receita.

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Henrique Barbosa