29 jul 2019

Comerciantes fazem protesto no Ceasa, na Zona Oeste do Recife.

Grupo reclama da pouca quantidade de caixas para carregar os produtos que são disponibilizadas pelo Centro e dos pedidos de higienização de caixotes fora do padrão.

Por G1 PE

Comerciantes fazem protesto no Ceasa

Comerciantes fazem protesto no Ceasa

Comerciantes do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa), no Curado, na Zona Oeste do Recife, protestam desde a madrugada desta segunda-feira (29). A manifestação, segundo participantes, acontece devido à cobrança para a higienização de caixas utilizadas para carregar os produtos vendidos no local.

Segundo os integrantes do ato, a Polícia Militar dispersou os integrantes da manifestação com spray de pimenta e balas. Por volta das 3h, as entradas do Centro foram fechadas, mas estavam liberadas às 6h. O grupo estacionou caminhões em fila na entrada.

“Estão dizendo que as caixas que não estão no padrão deles têm que ser higienizadas e eles cobram logo na entrada. Só que de 100 caixas que a gente usa, só 20 são do Ceasa. São poucas e desde a madrugada que está esse rolo aqui”, afirma o comerciante Luiz de Oliveira.

Durante a madrugada desta segunda (29), comerciantes fizeram ato no Ceasa, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp Durante a madrugada desta segunda (29), comerciantes fizeram ato no Ceasa, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

De acordo com o Ceasa, a escassez mencionada pelos comerciantes é causada pela “ação maldosa de alguns que querem lucrar indevidamente com a falta de caixas”, segundo nota.

“Mesmo tendo atendido todos os pleitos, algumas pessoas ainda insistiam em cercear o direito das pessoas que iriam trabalhar dentro do Centro. A Polícia Militar, que participou de todas as negociações feitas entre direção e manifestantes, interviu para que as entradas do Centro fossem liberadas”, diz uma nota enviada pelo Centro.

Em 2019, segundo o Ceasa, 50 mil novas caixas foram adquiridas e trocou 40 mil caixas quebradas com os comerciantes. O processo de higienização custa R$ 0,55, com possibilidade de troca de caixa quebrada por uma nova sem custos adicionais.

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Reinhard Allan Santos