2 jun 2019

PACTO, EDUCAÇÃO, JUSTIÇA, FÉ E OUTRAS BABOSEIRAS NO FEBBEAPÁ*.

Por Henrique Barbosa e equipe do blog

A semana que passou foi pródiga em produzir FEBBEAPÁS aqui no Brasil. Começando pelas tresloucadas trapalhadas do ministro da educação, aquele que não entende nada de economia e é péssimo em matemática, que após inúmeras lambanças, postou um vídeo na internet em que sugere dançar na chuva, parodiando Gene Kelly no antológico filme DANÇANDO NA CHUVA. Que chuva cara pálida? Entre as muitas  tormentas que pairam sobre Brasília, sem dúvida que a torrencial enxurrada de baboseiras proferidas pelo senhor Abraham Weintraub chama a atenção, pois é um tal de chove não molha misturado com chovendo no molhando, que no final não produz uma única gota sequer aproveitável que possa irrigar a seara da nossa combalida educação. Parece que a única coisa que os ilustres ministros que tomaram assento ou estão atualmente no MEC, nesse atual governo, souberam ou sabem sugerir aos pais e educandos de todo o País, é que os mesmos invistam na carreira cinematográfica, pois ambos já pediram que o dia-a-dia das salas de aulas sejam filmados e enviados para eles, Para quê? Sabe Deus lá pra quê!

Já o “presidente virtual” do Brasil, aquele que só tomou posse nas “mídias sociais”, desde o dia 01/01/2019 vem produzindo com afinco e profusão os seus FEBBEAPÁS. Num dos mais recentes decidiu convidar outros “pactetas” e formou uma hilária trupe de “comediantes”: OS QUATRO PACTETAS! Seria risível se não fosse trágico. Faltou ao quarteto a sensibilidade de perceber que numa democracia os poderes devem ser harmonizar, interagir e em alguns casos trabalhar conjuntamente pelo bem da nação, sem esquecer que a discordância e o contraditório são salutares em qualquer democracia. Harmonizar e interagir não implica jamais em pacto. Pactos fazem bandos, povos ou tribos beligerantes, que na falta de outra saída razoável, pactuam qualquer coisa para poder dar uma respirada e depois de algum tempo, invariavelmente, voltar a delinquir.

Se a mais alta corte da justiça do País, após sofrer ameaças de fechamento (bastam: um Jeep, um cabo e um soldado, lembram?)  ou de ser “vilanizada” (acusada de judicializar a política, sendo inclusive ameaçada por uma lava-toga, lembram?) perante a opinião pública, na figura do seu presidente, resolve fazer um pacto com o chefe do executivo. O que ela transmite para a sociedade com esse pacto? Ela transmite que realmente esteve agindo errado e que doravante vai fazer apenas o correto, que é dar apoio geral e irrestrito ao chefe do executivo, mesmo que esse venha a cometer algum deslize, ou até mesmo, fira de morte a nossa constituição, já que ele, “ungido”, “escolhido” e “guiado” por Deus, sempre esteve e estará com a verdade. Só que o presidente do STF esqueceu que ele não pode fazer “pactetada” em nome de um órgão colegiado, onde cada um dos 11 membros que o compõem não precisam necessariamente, ou são obrigados regimentalmente a concordar com nada ou promoverem a unanimidade. O STF é o guardião da CONSTITUIÇÃO FEDERAL e só, com pacto ou sem pacto, ele tem que se apegar estrita e restritamente ao que está escrito e nunca ao que for PACTUADO por quem quer que seja.

O fato é que o papel constitucional que cabe ao STF é o de apenas velar pelo fiel cumprimento do que determina a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, observando tão somente a aplicabilidade correta da mesma, beneficiando a quem de fato é o lado correto e punindo o que é de fato errado. Portanto, a produção de pactos políticos é ilegítima e perigosa, pois demonstra que de fato existem motivos para que algum dos poderes da república se digam prejudicados e/ou vilipendiados pela ALTA CORTE, sendo necessário que aqui ou acolá se cometam PACTETADAS UNILATERAIS NÃO CONDIZENTES COM A CASA.

E essa lambança foi feita com a cumplicidade do também “vilanizado” Poder Legislativo, que além de chamado de corrupto, foi apontado como, junto com o STF, de os maiores inimigos da governabilidade no País. Quem nesse País sem memória esqueceu que o presidente chamou o Congresso Nacional de venal e interesseiro? Quem esqueceu que o presidente disse que o Congresso Nacional só aceita o toma-lá-dá-cá como forma de se negociar? E aí senhores presidentes, chegaram a um quantum? Ou os senhores também reconheceram que estiveram errando nos últimos tempos e que agora conheceram a verdade e a verdade os libertará? O que os senhores acham que a população em geral irá pensar dessa “pactetada” servil e mufina dos senhores? A história emitirá uma fatura e cobrará muito caro dos senhores que corroboraram como “patinhos” esse PACTO sem pé e nem cabeça e que os senhores pagarão o PACTO… QUER DIZER: O PATO!

Ainda no âmbito do executivo, o nosso ILUMINADO, ESCOLHIDO e UNGIDO POR DEUS mandatário, profetizou, num culto promovido em sua (?) igreja, que já seria a hora do STF ter um MINISTRO PROTESTANTE (lembrando que evangélico é todo aquele que obedece o evangelho cristão) (???). Ora, desde quando a justiça traveste as suas decisões de fé e religiosidade? Desde quando a justiça precisa saber se as partes envolvidas num processo professam qual ou tal religião? Se a justiça é cega, ela precisa enxergar que alguém é umbandista, católico, espírita, judeu, maometano, hinduísta ou ateu? A religião das partes envolvidas tem algum peso numa decisão justa e imparcial? Será que realmente o presidente em exercício sabe sobre a laicidade do Estado? Ou estará ele achando que o Estado além de laico também pode ser fundamentalista, sem prejuízo de um ou de outro? Quem seria o ministro indicado pelo presidente? Dra. Damares, que é versada na palavra e por isso considerada mestra? O Bispo Edir Macedo por possuir notório saber (ou será esperteza?)? O Pastor Valdemiro Santiago (que também já levou uma facada)? Silas Malafaia (que disse ser o nosso MESSIAS O escolhido de Deus, pois Esse o confidenciou pessoalmente)? Quem?

Se já não fosse suficiente os Velez, Olavos, Abraham, Damares e o próprio MESSIAS como castigo, o povo brasileiro, ou pelo menos todo aquele que não fosse da linha protestante, estaria correndo o sério risco de se converter no STF ou de ir pagar os seus pecados queimando no mármore dos infernos.

Para quem não sabe o que significa FEBEAPÁ, eu explico: na longínqua década de 1960 o jornalista e multimídia Sérgio Porto, também conhecido como Stanislaw Ponte Preta construiu a expressão FEBEAPÁ ou FESTIVAL DE BESTEIRAS QUE ASSOLA O PAÍS. Esse humilde escriba resolveu dar uma modesta contribuição e acrescentou um B no FEBEAPÁ, que doravante passa a ser o FEBBEAPÁ: FESTIVAL DE BESTEIRAS E BOLSONARICES QUE ASSOLA O PAÍS.

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Reinhard Allan Santos