8 nov 2018

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O deputado Chiquinho da Mangueira (Podemos) é o corregedor parlamentar da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ao corregedor, cabe abrir investigações e presidir inquéritos contra colegas.

Ele foi eleito com 45 votos favoráveis, cinco contrários e duas abstenções, no ano passado. São 70 deputados no total, mas nem todos estavam presentes. Ao ser eleito, afirmou: “Pretendo exercer a função de forma justa, avaliar os casos que forem necessários, conforme é exigido do parlamentar”.

A operação Furna da Onça é um desdobramento da Cadeia Velha, continuidade da Lava Jato no Rio. Dez deputados são alvo da operação, sendo que três deles já estão presos. O alvo é o grupo político da base do MDB do ex-governador Sérgio Cabral. O Ministério Público Federal suspeita da continuidade da corrupção mesmo após as operações.

Em setembro do ano passado, ao G1, Chiquinho se disse preparado para ocupar o cargo. “Sou presidente de uma comissão [de Esporte e Lazer] e vice-presidente da comissão mais importante, a de Constituição e Justiça”.

Anos antes, o próprio Chiquinho foi alvo da corregedoria. Em 2003, foi absolvido pela Mesa Diretora da Alerj após ser acusado de quebra de decoro parlamentar por suposto envolvimento com traficantes de drogas do Morro da Mangueira, onde ganhou fama por promover ações sociais.

O local é seu reduto eleitoral e ele é presidente da escola de samba verde e rosa. Foi secretário de Esportes na gestão da prefeitura de Eduardo Paes, à época MDB. Está no quarto mandato como deputado.

André Correa (DEM)

Outro deputado preso nesta manhã, por volta de 8h15, é André Corrêa. Reeleito com a sétima maior votação desta legislatura, já se considerava virtual candidato à presidência da Assembleia. Está no quinto mandato como deputado estadual. Em 2015, assumiu a secretaria de Meio Ambiente de Luiz Fernando Pezão (MDB).

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Rhass

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Henrique Barbosa