11 out 2018

Campanha de Haddad vê situação ‘delicada’ e busca meios de tirar votos do ‘Lula da direita’.

Ou seja: o entendimento é que é preciso investir na chamada nova classe média, segmento no qual Bolsonaro lidera as pesquisas.

Ao blog, Mauro Paulino, diretor do Datafolha, avaliou que essa camada da população é grata a Lula pelas conquistas sociais, mas desconfia do chamado “candidato poste”.

Além disso, a campanha de Haddad terá de dar um “choque de marquetagem” para tentar reverter o quadro entre os eleitores que escolhem Bolsonaro em razão do discurso da segurança e do combate à violência.

Uma das ideias, segundo especialistas, seria “explorar o medo contra o medo”.

Por exemplo: confrontar Bolsonaro sobre o plano de segurança em relação ao crime organizado. Como o governo Bolsonaro lidaria com a situação se houvesse uma reação das organizações criminosas em uma crise de violência?

O confronto com Jair Bolsonaro em debates é uma das principais apostas de Haddad para tentar reverter o quadro. O vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, disse ao blog que, depois de liberado pelos médicos, Bolsonaro deve comparecer aos debates na TV.

O problema da estratégia de partir para o ataque, dizem petistas, é que Bolsonaro parece um “candidato teflon”: é difícil algo contra ele “pegar” a ponto de prejudicar o desempenho nas urnas.

Avaliam, também, que Bolsonaro se consolidou como o principal cabo eleitoral do país, chamado de “Lula da direita” por políticos nos bastidores e provocando a “onda Bolsonaro” que elegeu candidatos em todo país.

Rhass

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Henrique Barbosa